Nesta quinta começa torneio com o confronto entre japoneses e o campeão da Oceania. Perigo antes do Barça é o rico Monterrey

Nelsinho Baptista comemora título japonês e vaga no Mundial de Clubes
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Nelsinho Baptista comemora título japonês e vaga no Mundial de Clubes

O Mundial de Clubes começa nesta quinta-feira, 8h45 (horário de Brasília), com um jogo da chave do Santos , o representante brasileiro e da América do Sul que estreia direto na semifinal, no dia 14 de dezembro. O Kashiwa Reysol , campeão japonês e convidado como dono da casa, enfrenta o melhor time da Oceania, o Auckland City, da Nova Zelândia. O vencedor deste confronto ainda encara o Monterrey, do México, para só depois ser conhecido o adversário santista.

A tabela : Confira os jogos do Mundial

Com treinador e jogadores brasileiros, o Kashiwa é favorito sobre o Auckland e o rival do Santos na semifinal deve sair de duelo entre japoneses e mexicanos. O iG fez um raio-x e mostra as armas dos possíveis rivais do time brasileiro antes da decisão – no ano passado o Internacional foi surpreendido pelo africano Mazembe. Do outro lado da chave, o Barcelona espera o ganhador do africano Esperance, da Tunísia, e do asiático Al Sadd, do Catar.

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Os brasileiros do Kashiwa Reysol
Cinco dias depois de ser campeão japonês e garantir a vaga no Mundial, o Kashiwa Reysol vai enfrentar o Auckland para finalizar seu renascimento. Depois de ser um dos times que fundou a liga japonesa, nos anos 70, quando teve o auge conquistando o Campeonato Japonês e a Copa do Imperador no mesmo. Em crise financeira, o clube acabou rebaixado para a segunda divisão no início dos anos 2000 e só foi retornar em 2009, justamente quando Nelsinho Baptista assumiu.

Brasil tenta manter protagonismo no Mundial de Clubes

O treinador tinha sido campeão da Copa do Brasil com o Sport um ano antes, título inédito, e teve a dura missão de resgatar o Kashiwa da Série B. Mas fez além: além do título da “segundona” e do acesso, no ano seguinte o Reysol levou também o título da primeira divisão, algo até então inédito no Japão (no Brasil, por exemplo, nunca um time campeão da Série B levou a Série A no ano seguinte).
Dois jogadores brasileiros são as principais armas de Nelsinho: o meia Jorge Wagner, ex-Bahia, Corinthians, São Paulo e Inter, e o também meia Leandro Domingues, ex-Vitória, Cruzeiro e Fluminense.

O time tem uma defesa forte, com jogadores que fazem parte da seleção japonesa, e se apóiam na qualidade de passe dos brasileiros. “Sei tudo sobre o Santos, mas primeiro precisamos nos concentrar no jogo contra o Auckland e nos prepararmos para ele", disse Jorge Wagner à Fifa.

Os dois técnicos do Auckland City

Jogadores do Auckland City fazem reconhecimento de campo no estádio em Toyota
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Jogadores do Auckland City fazem reconhecimento de campo no estádio em Toyota
Pode se argumentar que vencer o torneio de clubes da Oceania não é algo difícil, principalmente depois que a Austrália passou a fazer parte da Ásia para competições da Fifa, mas o Auckland City, da Nova Zelândia, se consolida em 2011, ao lado do Barcelona, como clube que mais participou da competição criada em 2000 e continuamente sendo disputado desde 2005.

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O time surpreendeu em 2009, no Mundial de Abu Dhabi, vencendo os donos da casa (Al Ahli) na primeira partida e o Mazembe na disputa do quinto lugar, perdendo apenas para o Atlante, do México, nas quartas de final. O quinto lugar garantiu ao clube US$ 1,5 milhão (R$ 2,8 milhões), dinheiro que serviu para contratar dois treinadores, a grande novidade do clube no Japão.

Aaron McFarland e Ramón Tribulietx cuidam cada um de um setor da equipe. McFarland trabalha a defesa e Tribulietx a parte ofensiva e ambos juntos decidem quem deve ser escalado. Algo comum em esportes norte-americanos (como futebol americano), dois treinador no futebol é algo raro – somente um pode ficar no banco de reservas, por exemplo.

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Os destaques do time são o zagueiro Ivan Vicelich, que disputou a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, com a seleção da Nova Zelândia, e o atacante Daniel Koprivcic. Na zaga, o espanhol Angel Berlanga é o estrangeiro do time, que não tem brasileiros.

O endinheirado Monterrey

Jogadores do Monterrey desembarcaram no México para disputar o Mundial
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Jogadores do Monterrey desembarcaram no México para disputar o Mundial
O time mexicano é o principal perigo para o Santos não chegar à decisão do Mundial, provavelmente contra o Barcelona. Milionário por pertencer à cervejaria Femsa, o Monterrey tem em seu elenco grandes astros do futebol mexicano e da América do Sul. O chileno Humberto Suazo, o argentino Delgado e o equatoriano Ayovi defendem ou defenderam suas seleções e chegaram ao Monterrey recebendo altos salários.

O grande “craque” do time, porém, é mexicano mesmo. Luis Henrique Peres está no clube desde 2003, quando o Monterrey ainda tentava se firmar como força no país, quando o jogador titular da seleção mexicana apostou em um clube que voltava da segunda divisão. No mesmo ano Perez, hoje com 30 anos, comandou o clube ao título do Clausura (quando o campeonato mexicano era dividido em dois por temporada).

“Não acho impossível bater os favoritos Santos ou Barcelona. Conseguimos um título muito duro no México e buscamos esse campeonato inédito para o México”, disse o técnico Victor Manuel Vucetich. Os mexicanos tentam, pela primeira vez, tirar o título de Europa ou da América do Sul.

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