Palco do jogo contra o Paraguai, no próximo sábado, traz más lembranças para o futebol brasileiro

nullO estádio ainda nem homenageava Mario Alberto Kempes, craque argentino dos anos 70 e 80. Era o Olímpico de Córdoba, mas ali, no mesmo palco no qual a seleção brasileira enfrenta o Paraguai neste sábado (16h), ocorreu a última grande derrota do Brasil na Copa América . Aliás foi mesmo um dos piores resultados da seleção nos último 25 anos.

A goleada por 4 a 0 imposta ao Brasil pelo Chile, no dia 3 de julho de 1987, fez o Brasil ter sua pior participação na competição (quinto lugar) e traumatizou uma geração que dois anos depois seria campeã da América, em casa. Alguns jogadores, sete anos depois, seriam campeões do mundo nos EUA – como Romário e Muller.

“E aquele time era bom, tinha o Raí também, em começo de carreira, o Muller garoto, mas bem”, lembrou ao iG Careca, o centroavante naquele noite. Uma nova derrota, desta vez para os paraguaios, seria uma segunda tragédia de Córdoba, já que deixaria a seleção com apenas um ponto em dois jogos e perto de superar a pior campanha de 87 e ser eliminada na primeira fase.

O Brasil treinador por Carlos Alberto Silva tentava superar os fracassos daa era Telê Santana, quando o futebol bonito das Copas do Mundo de 1982 (principalmente) e 1986 não adiantou e o Brasil não conquistou títulos esperados. A ordem na CBF (Confederação Brasileira de Futebol) era de criar um time competitivo, para bater de frente com o talento da Argentina e Maradona, então o melhor do mundo, e com o futebol burocrático, mas eficiente, dos europeus.

A Copa América foi o primeiro teste, mas houve fracasso. Com regulamento distinto do atual, os brasileiros estrearam vencendo a Venezuela, por 5 a 0, mas no grupo de três seleções, a goleada sofrida para os chilenos acabou deixando a seleção fora da semifinal. Na época, o resultado foi considerado um dos mais vergonhosos da história do futebol no país e, depois disso, o Brasil só levaria uma goleada igual, 4 a 0 para a Dinamarca, em amistoso de 1989.

“Mas foi um jogo complicado, porque parecia que era contra a Argentina, o estádio todo estava com os chilenos. Até a polícia era fogo, lembro de um clima pesado e muito ruim”, disse Careca

Remodelado
O frio que a seleção atual encontrará em Córdoba será o mesmo encontrado há 24 anos, mas o estádio está reformado. O nome mudou em 2010, para homenagear Kempes, nascido na província de Córboda, cidade de Bell Ville, a 200 km da capital.

Segundo o Comitê Organizador da Copa América, o campo em Córdoba foi um dos que passaram pela maior remodelação. Foram gastos R$ 30 milhões para construir uma nova arquibancada, coberta, para mais de 19 mil pessoas. Os vestiários, dos jogadores e dos árbitros, as tribunas e sala de imprensa foram reformadas.

O estádio vai servir também para que o Belgrano, que subiu para a Série A ao rebaixar o poderoso River Plate, possa jogar as principais partidas da Série A, como partidas contra San Lorenzo e Boca Juniors. A seleção brasileira faz na tarde desta sexta-feira um reconhecimento do gramado – como será o primeiro dos quatro jogos da Copa América programados no estádio, Mano Menezes poderá comandar um treino usando todo o gramado.

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