De acordo com jornal espanhol ¿Sport¿, clube catalão receberia até 25 milhões de euros para estampar publicidade na parte nobre de sua camisa

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Por 25 milhões de euros anuais (R$ 56 mi), o Barcelona pode violar seu estatuto e uma tradição de 111 anos. Este é o valor especulado que o clube catalão deve arrecadar ao ceder espaço nobre de seu uniforme a patrocinadores. Sinal dos tempos, o único grande clube mundial que nunca estampou marcas publicitárias em sua camisa ¿ e sempre se orgulhou disso ¿ já estuda a alternativa tendo em vista aumentar seus lucros.

Atualmente, o Barcelona exibe somente o logo do Unicef  (sigla em inglês para Fundo das Nações Unidas para Infância) em sua camisa, além do fornecedor de material esportivo. Na parceria firmada em 2006 pelo ex-presidente Joan Laporta, ao contrário que ocorrem em contratos com publicidade, o clube paga para cerca de 1,5 milhão de euros anuais para exibir a marca.

Reuters
Barcelona é famoso por não estampar marcas publicitárias em sua camisa de jogo

O time ainda é patrocinado por cinco empresas, embora nenhuma ocupe o espaço nobre do uniforme, pois isso é proibido em seu estatuto. Esta iniciativa faz com que o Barcelona, segunda equipe com maior número de sócios no mundo, ganhe muitos seguidores em todo o planeta e consiga lucrar com seus produtos.

Mas, segundo o informa o jornal espanhol Sport, os catalães avaliam que o mercado exige mais financeiramente das grandes entidades esportivas a cada ano. Desta forma, o departamento de marketing do clube pondera as possibilidades para aumentar seus ganhos, e sobraria para a tradicional camisa azul e grená.

No primeiro cenário, o Barcelona cederia o espaço frontal do uniforme, deslocando o Unicef para as mangas. De acordo com estudos, o valor a ser pago para que uma empresa coloque seu logo ali chega aos 25 milhões de euros anuais, mais do que é arrecadado pelo arquirrival Real Madrid.

Reprodução
Montagem com possíveis cenários para patrocínio no uniforme do Barcelona

A segunda opção é manter o emblema do Unicef na parte da frente e jogar o patrocinador nas costas, abaixo do número dos atletas. A especulação para este cenário chega a 12 milhões de euros anuais. No último caso, a camisa se manteria intacta e o logo do patrocinador ficaria na parte de trás do calção, arrecadando de seis a 12 milhões de euros por ano.

Sandro Rosell, presidente do Barcelona, já havia dito durante o processo eleitoral que o elegeu que a cessão do uniforme para publicidade era uma hipótese a ser considerada. Porém, segundo o dirigente, o clube só estará disposto a vender o espaço em sua camisa para empresas líderes mundiais e que defendam os mesmos valores pelos catalães.

A história se repete
Há dois anos, o Athetic Bilbao, clube da primeira divisão espanhola, fez o que o Barcelona vem planejando fazer. Tão ligado ao país Basco como o Barcelona é à Catalunha, o clube só aceita jogadores bascos em seu elenco e também proibia qualquer tipo de publicidade em seu uniforme. Porém, visando melhorar suas finanças, o Athetic mudou seu estatuto e aceitou exibir a marca de patrocinadores na camisa, desde que estas fossem da região basca.

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