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Por internacionalização, Corinthians pode contratar atleta chinês

Diretor aposta em fortalecer clube no "maior mercado do mundo"

Gazeta |

Gazeta Press
Diretor avalia possibilidade de contratar chinês

O Corinthians, que sonhou nesta temporada com estrelas como o holandês Clarence Seedorf e o argentino Carlitos Tevez volta sua mira neste momento para um jogador da seleção chinesa, somente a 75ª colocada do ranking mundial. A ideia é internacionalizar mais sua marca .

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A ideia partiu do departamento de marketing, que pretende usar a força de sua fornecedora de material esportivo no país asiático (o mais populoso do mundo) para tornar o clube conhecido por lá, ainda que a contratação possa não ser um reforço necessariamente com a bola nos pés.

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Além disso, ele seria escalado pela comissão técnica apenas em situações confortáveis da equipe, como nos minutos finais de vitórias elásticas ou quando os pontos não fizerem diferença - com o Corinthians já classificado no Campeonato Paulista, por exemplo.

"Estou trazendo um moleque da seleçao chinesa. É ruim de bola, o desgraça... (risos). Mas não faz mal", disse Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians, durante palestra na capital paulista, na segunda-feira. "Nossa, a chinesada vai saber que tem um chinês jogando no Brasil, vai pagar os tubos para passar o jogo na TV local e vai comprar camiseta do Corinthians com o nome do cara. Ling, Shing, Ling... Tenho que apelar, já que não ganhei a Libertadores".

A assessoria de imprensa corintiana confirma a ideia do diretor, mas avisa que nada foi conversado ainda com o departamento de futebol do clube. O chinês, se vier do mercado externo, nem poderia atuar neste ano pelo clube pelo fechamento da janela de transferências. Há contudo a possibilidade de o jogador chegar apenas no ano que vem.

O clube analisa ainda a contratação de um jogador que está no Brasil, Bing Chang Bao, que atua pelo Búzios, da terceira divisão do Rio. Ele tem 22 anos. Segundo a assessoria do Corinthians, atletas mais famosos no país asiático estão descartados por serem mais caros.

Não é a primeira vez que o marketing corintiano aposta em solução incomum para passar as fronteiras do Brasil. Em março deste ano, em duelo contra o Americana, pelo Campeonato Paulista, o clube preparou camisa especial de jogo, com uma bandeira do Japão e o nome dos atletas em japonês, como forma de homenagem às vítimas de um terremoto no país asiático.

Atualmente, a marca Corinthians valeria algo em torno de R$ 750 milhões, conforme pesquisa da consultoria Crowe Horwath RCS publicada no recém-divulgado relatório de sustentabilidade do clube. O valor é hoje o maior do futebol brasileiro e deixa para trás São Paulo e Flamengo.

Apesar do alto potencial de compra, o mercado asiático começou a ser respeitado pelo futebol nacional há pouco tempo. Um jogo do Campeonato Brasileiro por sábado ocorre às 21 horas, o que em tese afasta o público dos estádios, mas atende demanda de emissoras da Ásia.

"Quando a China nos conhecer, vou vender mais camisa lá do que aqui. Vocês vão ver essa institucionalização da República do Corinthians. Isso vai ser uma loucura", prevê Rosenberg.

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