Rosenberg diz que antes de acordo com santistas, prevalece o interesse do "bando de loucos"

O presidente corintiano Andrés Sanchez diz ter prometido ao colega santista, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, que não passaria por cima do Santos e nem tiraria o meia Paulo Henrique Ganso da equipe da Vila Belmiro “na marra”. Mas se depender do diretor de marketing do Corinthians, Luís Paulo Rosenberg, as promessas de Sanchez a Luís Álvaro, podem não ser tão verdadeiras assim. Tudo por causa do “bando de loucos”

“Eu acho que tudo que a gente puder fazer em defesa da ecologia, em nome da fauna e da flora, a gente vai fazer às vezes até deixando pessoas na beira da lagoa magoadas. O nosso compromisso é com o bando de loucos”, disse Rosenberg, cheio de metáforas, quando perguntado se um “Ganso” poderia figurar no DVD infantil que o clube lançou nesta sexta-feira.

Rosenberg valoriza o discurso do mandatário corintiano de preservar as boas relações entre os quatro grandes clubes do Estado de São Paulo, mas diz que tais relações têm seu foco principalmente na área econômica, nem tanto assim no que se refere ao campo. O diretor corintiano cita o G-4, grupo formado por Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, como sinal de que há uma comunhão entre os rivais, mas sugere que há limites nessas relações.

“O G-4 é uma manifestação de maturidade, solidariedade e compreensão do papel da área econômica dos clubes muito importante. Agora, no campo, a gente preserva um certo comportamento, mas eu tenho de prestar contas acima de tudo para os 30 milhões do bando de loucos. É esse o meu compromisso e é esse o compromisso da diretoria toda. Então a gente se atem à ética, ao que deve ser feito, mas eu tenho uma responsabilidade muito grande mesmo é com eles (torcedores corintianos)”, disse Rosenberg. “Mas se o Ganso vem ou não vem é uma questão que quem resolve é o departamento de futebol e o presidente”, despistou.

O presidente Andrés Sanchez chegou a se encontrar com Ganso na sexta-feira, dia 8, em reunião com Ronaldo. Oficialmente, o propósito do encontro foi apenas estipular um possível contrato entre o meia e a 9ine, empresa da qual Ronaldo é sócio e que gerencia a imagem a de grandes atletas. Luís Álvaro diz que Sanchez lhe falou que não haveria riscos de o Corinthians aliciar Ganso para levá-lo ao Parque São Jorge. Ronaldo também diz que não participa de uma possível negociação .

Para Rosenberg, não há chances de que as especulações que ligam Ganso ao Corinthians atrapalhem a relação entre os grandes paulistas, principalmente entre seu clube e o Santos.

“Não tem risco nenhum. O G-4 tem uma solidez econômica, uma ligação e uma justificativa, uma motivação econômica muito grande. Você sabe que entre o que transparece entre as relações das diretorias e a realidade tem um espaço de fantasia muito grande. A gente se entende muito mais do que parece”, comentou.

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