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Futebol
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Polícia investiga depósitos de R$ 80 mil na conta de Ricardo Teixeira

Em dia de assembleia que pode decidir a afastamento do cartola, surgem novas acusações contra sua gestão

iG São Paulo* |

Depósitos de R$ 80 mil, realizados pela empresa Ailanto Marketing Ltda, na conta pessoal de Ricardo Teixeira está sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Distrito Federal. A empresa, cujo dono é Sandro Rosell, presidente do Barcelona e amigo de Teixeira, também é investigada por irregularidades em um amistoso da seleção brasileira, realizado em 2008.

Relembre o caso: Amistoso da seleção brasileira está sob investigação da Polícia

EFE
Depósitos na conta de Ricardo Teixeira seriam mais indício de ligação com Sandro Rosell

Ao rastrear as transações o MP chegou à conclusão de que o presidente da CBF recebeu R$ 131 mil, no total. Além dos R$ 80 mil em sua conta pessoal, também foi transferido o valor de R$ 51 mil para a W Trading, que pertence à sua esposa, Ana Carolina.

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Segundo revelou o jornal O Estado de  S. Paulo, a quantia foi transferida entre fevereiro e outubro de 2009 pela empresa, suspeita de servir como fachada para lavagem de dinheiro em favor de cartolas do futebol. A quantia total movimentada seria de R$ 22,9 milhões, dos quais R$ 11,6 milhões viriam de um contrato com a Nike.

O Banco Central já recebeu pedidos de dados sobre os destinatários do dinheiro. Os depósitos foram feitas em datas compatíveis aos pagamento da Nike, que já teve Rosell como dirigente no Brasil na década passada, à Ailanto.

Federações apostam em licença de Teixeira

Getty Images
Ricardo Teixeira pode deixar cargo nesta quarta
Presidentes de federações apostam que Ricardo Teixeira vai anunciar o seu afastamento da CBF nesta quarta-feira, durante assembleia geral extraordinária marcada para o início da tarde, na sede da entidade, no Rio de Janeiro. A dúvida é se o mandatário maior do futebol brasileiro, no poder desde 1989, vai se licenciar do cargo ou optar pela renúncia.

Leia também: Ricardo Teixeira convoca Assembleia Geral Extraordinária na CBF

Na eventualidade de renúncia de Teixeira, assumiria, de acordo com o estatuto, o vice-presidente mais velho: José Maria Marin, de 79 anos, ex-governador de São Paulo e apadrinhado por Del Nero. Se o presidente da CBF pedir licença, no entanto, pode escolher qualquer um dos cinco vices. "Eu acredito, sim, que vamos ouvir dele um pedido de licença", disse o presidente da federação catarinense, Delfim Peixoto Filho, com quem Teixeira mantém contato regularmente. Para ele, Teixeira deve pedir licença de 180 dias, renovável por mais 180.

Mas, para o gaúcho Francisco Noveletto Neto, o presidente entrega o cargo nesta quarta. "Acho que ele sai. Foi o que disse ao tio, Marco Antônio Teixeira, quando o demitiu (em 3 de fevereiro)", disse. "O presidente está cansado, quer viver um pouco, enjoou. A família pesou bastante na decisão", afirmou. Teixeira reservou para esta quarta um presente para cada dirigente das 27 federações. Isso foi interpretado por alguns como um gesto de despedida.

Confira ainda: “Se deus quiser, ele fica”, diz Andrés sobre Ricardo Teixeira

Caso Ricardo Teixeira saia, os presidentes estão divididos. Há os que defendem que Marin assuma e cumpra o mandato até 2015; os que apoiam a posse do paulista e a convocação imediata de novas eleições e, entre eles, os que já declaram apoio a uma possível candidatura de Del Nero, como o presidente da federação maranhense, Antonio Américo Gonçalves, outro que também acredita na saída de Teixeira. "Para mim, ele vai pedir licença do cargo", disse.

*com Agência Estado

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