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Polícia identifica torcedores envolvidos em morte em BH

Cruzeirense Otávio Fernandes, de 19 anos, foi espancado até a morte em 27 de novembro

Agência Estado |

A Polícia Civil mineira identificou parte dos torcedores do Atlético-MG que espancaram até a morte o cruzeirense Otávio Fernandes, de 19 anos. A identificação, segundo a polícia, foi feita por meio de imagens das câmeras de segurança de um shopping vizinho ao local onde, em 27 de novembro, ocorreu uma briga generalizada entre integrantes da Galoucura e da Máfia Azul que terminou com o assassinato de Fernandes e outros dois cruzeirenses internados.

No início da manhã desta terça-feira, policiais civis foram até a sede da Galoucura. Segundo o advogado contratado pela torcida para acompanhar o caso, Dino Miraglia Filho, os agentes disseram que tinham mandados de prisão para integrantes da entidade. No momento, apenas o vigia estava na sede.

Além disso, os agentes não apresentaram nenhum documento expedido pela Justiça e foram impedidos de entrar. "A entrada deles foi autorizada, desde que assinassem um documento confirmando que havia colaboração, mas eles sem recusaram", disse o advogado. A Polícia Militar, inclusive, foi chamada no local para registrar ocorrência de tentativa de invasão. A Justiça confirmou não haver nenhum mandado de prisão expedido no caso.

AGRESSÕES - Nas imagens registradas pelas câmeras do shopping é possível ver ao menos sete pessoas atacando o rapaz, que já estava caído imóvel no meio da rua. Alguns agressores acertam vários golpes com barras de ferro e placas de trânsito na cabeça da vítima - um deles bate nas costas do rapaz com um cavalete de ferro, ameaça ir embora, mas volta e dá mais um golpe. Outros atleticanos ainda passam e dão pisões e chutes em Fernandes, a maioria também na cabeça. O rapaz morreu antes de receber atendimento.

A agressão ocorreu em frente a um espaço de eventos onde era realizado o 3º Brasil MMA Fight, torneio de vale-tudo que tinha a participação de um integrante da torcida atleticana. Até o momento, 36 integrantes da Galoucura foram ouvidos no inquérito. Miraglia diz que não foi permitido seu acesso às investigações, mas garante que, caso seja determinada alguma prisão, o acusado se apresentará, mas apenas à Justiça. "Foi um caos urbano que resultou na morte de um rapaz e precisa ser esclarecida a culpa. Se algum torcedor for identificado e tiver decretada a prisão, ele se apresenta imediatamente ao juiz que decretou. Não estamos escondendo nada. Ninguém vai fugir ou desaparecer. Mas foi uma briga generalizada. É preciso individualizar as condutas", ressaltou.

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