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Polêmica com treino secreto expõe a falta de privacidade no Flu

Atividade na Urca flagrada pela imprensa revolta torcedor, que ameaça os jornalistas. Atletas aplaudem

Marcello Pires, iG Rio de Janeiro |

Nelson Perez/FluminenseF.C.
Treino secreto de Abel flagrado pela imprensa foi o estopim da revolta de um torcedor nas Laranjeiras
Não é de hoje que a falta de privacidade das Laranjeiras tira o sono dos treinadores do Fluminense. Ao pedir demissão em março após um melancólico Fla-Flu sem gols, Muricy Ramalho usou a falta de estrutura do clube para justificar sua repentina decisão. Ao assumir o clube três meses depois, Abel Braga disse na sua apresentação que gostaria de ter um Centro de Treinamento, mas que foi treinando na sede da Rua Álvaro Chaves que o Tricolor conquistou seus principais títulos. No entanto, vira e mexe o comandante do atual campeão brasileiro também se queixa da exposição do seu trabalho na hora de ensaiar as jogadas de bolas paradas.

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O fato é que sem um Centro de Treinamento a única saída do treinador tricolor é fechar as atividades. E foi exatamente o que Abel Braga fez no treinamento de quarta-feira. Ao levar o elenco para treinar na Escola de Educação Física do Exército (EsEFEx), na Urca, o técnico do Fluminense proibiu a presença dos jornalistas no local.

Apesar da proibição, uma equipe do Diário Lance subiu no Pão de Açúcar e fotografou a atividade secreta comandada por Abel Braga. E não foi apenas o comandante do Fluminense que se revoltou com a reportagem do jornal, publicada na edição de quinta-feira.

Descontrolado e aos palavrões, um torcedor e conselheiro do clube, que assiste aos treinos frequentemente na arquibancada das Laranjeiras, se exaltou e, gratuitamente, xingou jornalistas,

cinegrafistas e fotógrafos que fazem a cobertura diária do clube.

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“Mídia fedorenta! Vocês fedem! Se eu sou o presidente desse clube, vocês iriam cobrir o Fluminense na p.q.p!... Não precisamos de vocês! Jornalistas de m. Imprensa flamenguista! Eu quebro você em cinco pedaços”, proferiu, aos gritos, o torcedor, que chegou a ameaçar um dos repórteres.

Após o lamentável episódio, o Fluminense divulgou uma nota à imprensa por meia de sua assessoria esclarecendo “que o conselheiro que agrediu verbalmente os jornalistas durante o treino não representa e não fala em nome do clube”. A nota disse ainda que “o Fluminense é uma instituição democrática, que preza o direito de livre expressão em suas dependências, mas não coaduna com ofensas ou ameaças à imprensa ou a quem quer que seja. Como determina o estatuto, o caso será encaminhado ao Conselho Deliberativo do clube que tomará as medidas disciplinares cabíveis”.

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A verdade é que o problema de acomodação dos jornalistas não é de hoje. Até o meio do ano, os profissionais da imprensa acompanhavam os treinamentos nas Laranjeiras em uma área restrita perto do estacionamento dos jogadores sem quase nenhum contato com torcedores.

Entretanto, para dar mais privacidade aos atletas, a diretoria decidiu transferir os jornalistas para a antiga tribuna de imprensa do Estádio Manoel Schwartz, no meio da arquibancada, entre os sócios do clube.

Diante dos berros do revoltado torcedor, os jogadores pararam o aquecimento, se viraram para a arquibancada e começaram a aplaudir. Não satisfeito, o conselheiro balançou o jornal em direção do gramado e chamou a atenção do técnico Abel, que respondeu.

“Já vi. E também não gostei”, disse o treinador, que se não aplaudiu, deu corda para a exagerada reação do torcedor tricolor.

Dhavid Normando/Photocamera
Edinho saiu em defesa do técnico Abel Braga em fechar o treino

Questionado se achava válido o treino secreto e se concordava com a agressão verbal do conselheiro contra os jornalistas, o volante Edinho foi contundente em defender a opção do treinador, mas não foi tão claro sobre a revolta contra o trabalho da imprensa que cobre o clube.

“Acho que tem de existir o respeito do torcedor e da imprensa. Mas acho que é válido sim fechar um treino antes de um jogo importante. Lá no Sul isso é muito comum.Tinha até veículo que tentava filmar de helicóptero. Se vocês filmarem o treino do Atlético-MG e colocar no ar nós vamos agradecer”, disse o volante, que teve o apoio de Araújo.

“Só não gostei do que foi mostrado no jornal. Foi um treino isolado e a imprensa acabou divulgando as informações para o adversário. Achei que isso foi muito errado e atrapalha nosso trabalho”, finalizou o atacante.

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