Presidente da entidade terá que depor sobre suposto caso de propina na União Caribenha de Futebol

O presidente da Uefa (União das Federações Europeias de Futebol), Michel Platini, elogiou a decisão da Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados) de investigar seu próprio mandatário, Joseph Blatter . O suíço foi convocado a participar de uma audiência neste domingo e será interrogado pelo Comitê de Ética da Fifa, três dias antes de disputar a eleição para estender o seu mandato em uma disputa direta contra Mohamed Bin Hammam, do Catar.

"É um momento muito interessante", declarou Platini, que também é um dos vice-presidentes da Fifa e considerado um dos possíveis sucessores de Blatter na presidência da entidade no futuro. Hammam também responderá a inquérito neste domingo, depois de ser acusado pelo integrante do Comitê Executivo da Fifa Chuck Blazer de oferecer pagamentos por votos na eleição da Fifa a integrantes da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe).

No entanto, de acordo com o relatório de Blazer, o vice-presidente da entidade caribenha, Jack Warner, teria informado Blatter com antecedência sobre esses pagamentos e o presidente da Fifa não teria tomado nenhuma atitude em relação ao caso.

"Estamos passando por uns dias raros, estes próximos dias, devido a isso (acusações) e às eleições", opinou Platini, que está em Londres para acompanhar a decisão da Liga dos Campeões da Europa entre Manchester United e Barcelona , neste sábado.

Perguntado se aceitaria algum tipo de suborno, o ex-meia francês afirmou ser "incorrupto". "Nunca nem tentaram. As pessoas sabem quem é corrupto, quem pode ser corrompido", declarou o dirigente, antes de afirmar não saber se a Fifa é corrupta. "Vamos ver as evidências", concluiu.

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