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Plano de virar 'supercartola' faz Roberto Carlos ficar no Anzhi

Empresário do jogador confirma ao iG que plano do clube é fazer do lateral veterano um dirigente 'com alto poder de decisão'

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

nullRoberto Carlos não escondeu a insatisfação ao ver na quarta-feira uma banana atirada ao campo por um torcedor do Krylia Sovetov, que perdia por 3 a 0, para provocá-lo. Chegou a pensar em largar tudo, mas um fator em especial contribuiu para que desistisse da ideia de deixar o futebol russo, ou mesmo de se aposentar imediatamente. O empresário do lateral, Fabiano Farah, revelou ao iG que o projeto ligando o jogador ao Anzhi Makhachkala vai além dos gramados. Ele confirmou que, após parar de atuar, Roberto Carlos deverá assumir um cargo executivo "com alto poder de decisão" no clube, prolongando sua passagem pelo Daguestão.

Segundo o empresário, a equipe tem um projeto para se transformar, a médio prazo, em uma potência do futebol europeu, motivo do investimento em jogadores estrangeiros para esta temporada. O clube usaria a imagem e influência de Roberto Carlos para tentar atingir suas ambições.

"Apesar de o Roberto ter ficado muito triste, ficou também muito seduzido pelo projeto de curto e médio prazo que o proprietário nos apresentou quando estávamos negociando. É um plano ambicioso, de transformar o clube em uma potência na Europa. Criar o espírito para disputar títulos de Liga dos Campeões. E o projeto do Roberto com o Anzhi não é só na fase de jogador, vai adiante. Ele nunca passou por isso na carreira, mas uma coisa que o fez repensar foi esse projeto que faria dele um dirigente com alto poder de decisão quando parar de jogar. O clube hoje é comandado por uma diretoria executiva", explicou Farah.

O agente contou que Roberto Carlos ficou bastante abatido com o episódio no jogo da última quarta-feira. "Depois do jogo nos falamos, ele estava muito chateado, é um dos brasileiros com maior número de títulos ao longo da carreira. Então é claro que ele encarou isso como uma humilhação muito grande. O insulto na verdade foi para todos os jogadores do futebol russo. Ele conseguiu entender isso, mas ficou muito desmotivado", disse.

Farah, porém, ressaltou que o jogador entende que foi um fato isolado, que não reflete o pensamento do povo russo. Mas lembrou que, para um país que será sede de uma Copa do Mundo em 2018, o incidente, se não for prontamente punido, pode arranhar a imagem da Federação Russa.

"A gente sabe que foi um fato isolado. Ele é ovacionado na rua, o povo russo é muito carinhoso. O que a gente espera é que a Federação Russa entenda que a Copa do Mundo começa 'amanhã'. Então para um país que vai receber uma Copa, não fica bem. Tem de haver uma resposta à altura do que a Rússia representa no cenário mundial. Em uma Copa, você tem diversas seleções africanas, jogadores de uma seleção francesa, brasileira... Então a imagem para o mundo institucionalmente não pegou bem, essa reação tem de ser imediata", cobrou.

Divulgação
Roberto Carlos comemora gol pelo Anzhi com Diego Tardelli

A diretoria do Krylia Sovetov informou que já conseguiu identificar em imagens de onde veio a banana, mas o nome do torcedor ainda está sendo investigado. Além de Roberto Carlos, o Anzhi conta com outros dois brasileiros: Jucilei e Diego Tardelli. Em março deste ano, pouco depois de chegar à Rússia, o lateral viveu situação semelhante. Um torcedor do Zenit, de São Petesburgo, lhe ofereceu uma banana durante uma partida do campeonato nacional.

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