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Pivôs da crise amenizam polêmica e pedem unidade no Flamengo

Deivid e Alex Silva, os primeiros a confirmarem atrasos de direitos de imagem e luvas, colocam ponto final no problema e torcem por ambiente melhor

Vicente Seda, enviado iG a Londrina |

Depois da crise instaurada em Londrina na terça-feira, quando os jogadores do Flamengo se recusaram a dar entrevistas em função das declarações do vice de finanças Michel Levy, que qualificou como marqueteiros os atletas que cobraram direitos de imagem e luvas atrasados, o clube colocou justamente os dois primeiros a confirmarem o atraso para as coletivas no CT da SM Sports. Após as declarações de Levy, o técnico Vanderlei Luxemburgo também se pronunciou, defendendo os atletas, e a crise foi inevitável.

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Tranquilo, o atacante Deivid, a quem o Flamengo deve 18 meses de direitos de imagem, tentou colocar panos quentes na questão, mas admitiu que a atmosfera no clube poderia, e deveria, estar melhor em uma pré-temporada. Alex Silva adotou o mesmo tom, mas lamentou os problemas no início do ano.

“Coisa chata, principalmente por ser no começo da temporada, já com o objetivo de conseguir a vaga na Libertadores. Não são dois grupos, diretoria e jogadores, tem de ser todo mundo no mesmo barco. Foi chato, por isso decidimos não dar entrevista, para não alimentar a polêmica. Até porque não há ninguém da diretoria aqui para conversar conosco, não estamos no Rio”, analisou.

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O zagueiro ressaltou ainda a preocupação com os dois jogos contra o Real Potosí, pela pré-Libertadores, um deles, no dia 25, a mais de quatro mil metros de altitude. “Estamos deixando um pouco o Real Potosí de lado e não podemos, é melhor colocar um ponto final, temos dois amistoso para nos prepararmos e conseguirmos a classificação, que é um objetivo de todos, não só nosso”.

Deivid, por sua vez, afirmou não guardar mágoas pelas declarações do vice de finanças e que o grupo precisa se manter concentrado no trabalho, mas também reconheceu que o ambiente poderia ser melhor.

“A gente tem de trabalhar, temos uma comandante que é a presidente, que paga o Vanderlei, que dá as ordens aqui. A presidente falou e acho que já está tudo esclarecido. Ele (Vanderlei Luxemburgo) é pago para dar ordem, a gente para o obedecer. Vamos trabalhar sério para trazer os resultados que o clube quer. A cobrança aqui no Flamengo é muito forte. Não tenho mágoa de ninguém, raiva de ninguém, trabalho com a minha cabeça erguida”, disse.

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Sobre o ambiente no grupo, pediu que todos, diretoria e jogadores, “remem para o mesmo lado”. “Acho que poderia ser melhor a atmosfera sim. Temos de estar felizes porque fomos para a Libertadores, era o objetivo. Todos nós temos de remar para o mesmo lado, o objetivo é o mesmo, colocar o Flamengo no topo. Essa pré-temporada podia ser mais leve, mais tranquila, mas temos de estar com a cabeça erguida porque estamos cumprindo as nossas obrigações. Aqui no Flamengo tudo repercute muito. Sempre foi um caldeirão”.
 

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