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Pierre afirma que chegou a seu limite de dor para operar o pé

Volante não resistiu à fascite plantar e ficará até três meses afastados do gramado por causa da operação

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Pierre bem que tentou, mas a dor o venceu e ele precisará operar. Foi isso o que ele mesmo explicou durante a coletiva concedida nesta sexta-feira para falar sobre a cirurgia no pé direito pela qual passará ainda nesta noite em São Paulo e o tirará dos gramados por três meses. O nome do problema é fascíte plantar.

O volante explica que chegou no seu limite e que o fato de não ter certeza se seria ou não titular não mudou a sua decisão de ir para a maca. A dor limita os seus movimentos.

“Todo atleta tem um limite. E eu cheguei a esse limite de dor, sem contar o incômodo de sentir a limitação. Eu chegava e fazia tudo certinho, fazia o tratamento, o fortalecimento, o gelo e, na hora de fazer aquilo que você sempre fez de maneira perfeita, eu não conseguia. Isso me desanimou muito. Tenho 28 anos apenas, tenho que pensar na minha carreira, ainda tenho oito anos de bola, se Deus quiser. Era preciso parar nesse momento”, explicou ele, para depois completar sobre como foi conviver com essas dores que o incomodam desde o ano passado.

“Como é uma dor na sola do pé, todo momento de giro, de freada, de salto, incomoda bastante. Nos jogos, no início, você não sente tanto. Mas quando você vem para o intervalo, volta para o jogo e esfria, aí esquece. Sem contar o pós-jogo, que era algo muito sofrido. Às vezes para colocar o pé no chão era difícil no dia seguinte. Eu garanto para você: Se fosse qualquer outro jogador, já teria parado antes”, afirmou.

Vinicius Martins, médico do Palmeiras, afirmou que depois de todo tratamento, a evolução de Pierre não foi satisfatória. Ele ainda explicou que a tentativa de tratamentos alternativos foi uma solução encontrada em comum acordo com o atleta.

O médico ainda disse que é muito raro uma patologia desse tipo precisar de operação para ser curada.

“Ele está com uma fascíte plantar. Ele foi guerreiro, trabalhou, passou por uma série de tratamentos alternativos, mas não evoluiu o suficiente. Em 15 anos de Palmeiras, nunca operei nenhum atleta por causa dessa patologia. Conversamos com amigos do Santos, do Corinthians, do São Paulo e eles também nunca viram nada disso”, relatou.

“Pensamos até em operar em dezembro, mas tentamos um tratamento alternativo que apresentou apenas uma leve melhora. O atleta até chegou a ficar animado, mas não foi o suficiente”, finalizou Vinicius.

A expectativa é que Pierre volte a jogar nas quartas-de-final do Campeonato Paulista caso o Palmeiras chegue até essa fase da competição, no fim de abril. 

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