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Peter Siemsen é o novo presidente do Fluminense

Vitória do candidato, que tem apoio de Celso Barros, mostrou forte rejeição dos associados à atual gestão. Diferença de votos garante todas as vagas do Conselho Deliberativo ao novo mandatário

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

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Com a sede social abarrotada de gente, entre sócios, ex-diretores e ilustres, o Fluminense escolheu nesta terça-feira o seu presidente: o advogado Peter Siemsen, de 43 anos. O pleito estava previsto para terminar às 20h, mas acabou prorrogado até 20h30 por decisão de comum acordo entre os candidatos. A apuração das duas urnas durou cerca de três horas e meia. O novo presidente assume o cargo no dia 15 de dezembro.

Dos 2598 votos computados, Siemsen obteve 1726 deles, o que representa 66%. Júlio Bueno recebeu 831 votos (32%). Houve 37 votos nulos e 4 em branco. Os números conferem a Siemsen todas as cadeiras do Conselho Deliberativo do Fluminense.

Sob gritos dos partidários que cantaram contra a gestão de Roberto Horcades e comemoraram os números que garantiram o controle integral do conselho, Peter fez discurso dizendo que a "mudança começa agora".

Ele evitou falar sobre a provável troca de comando no futebol, em função do jogo decisivo de domingo, no qual o clube tenta confirmar o título brasileiro contra o Guarani, no Engenhão, mas anunciou outros nomes da gestão: o vice de marketing será Idel Hafen; o administrativo, José Mohamed; finanças, Marcelo Chenioux; jurídico, Carlos Eduardo Cardoso; esportes olímpicos, Sandro Lima; e o vice geral, Ricardo Martins.

"O voto de confiança do Celso foi muito importante, mas para mim não é novidade. Em 2007, ele teve uma certa neutralidade, que respeitei muito. Democracia é isso, cada um poder escolher sem que os outros se ofendam por isso. Não ficou limitado ao Celso. O fato de o João Havelange ter vindo votar, foi aplaudido por todo o clube, só mostra a importância dessa eleição e a resposabilidade que temos hoje de representar o maior dirigente esportivo do mundo, o melhor patrocinador do Brasil e os nossos sócios, que são muito exigentes", disse Siemsen.

Indagado sobre o modelo de gestão com a patrocinadora Unimed, Siemsen afirmou que o clube passará a ter força no planejamento. "Esse relacionamento é muito forte. A primeira atitude é uma auditoria. A gente precisa mostrar ao torcedor o ponto zero para que ele possa acompanhar a evolução do trabalho. Temos de dar uma dignidade verdadeira aos nossos funcionários, pagando em dia e depositando o fundo de garantia.Todo mundo sabe que isso é fundamental. Temos de trabalhar a nossa casa", afirmou.

Sobre o futebol, ele se esquivou. "Vamos deixar acabar o campeonato, esperar que a gente tenha sucesso no domingo, aí vou conversar com o pessoal do futebol com calma. A emoção é muito grande, mas quero ficar muito emocionado quando o trabalho terminar e ver o legado que deixamos".

Ao comentar a diferença de votos em relação a Júlio Bueno, candidato da situação, Siemsen falou em responsabilidade. "O sócio quer mudar o Fluminense, a nossa responsabilidade é muito grande. O pessoal vibrou como se fosse uma decisão. A gente não pode falhar".

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