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Futebol
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Pesquisadores querem criar time de robôs que possa vencer humanos

Objetivo é montar até 2050 uma equipe de máquinas inteligentes. No momento, porém, realidade é a RoboCup

iG São Paulo |

Getty Images
Exemplo de robô humanóide que disputa a RoboCup
Terminou na última segunda-feira a 15ª RoboCup, competição de futebol entre robôs inteligentes, que atuam de maneira independente, sem serem controlados por qualquer tipo de comando externo. Enquanto as máquinas se degladiavam pelo título mundial em Istambul, na Turquia, pesquisadores da área dizem que o grande sonho é conseguir desenvolver, até 2050, robôs que possam vencer os humanos em uma partida de futebol.

"Acho que conseguiremos chegar lá. Podemos desenvolver robôs que consigam vencer um jogo, já que temos a tecnologia disponível", disse Subramanian Ramamoorthy, "capitão" da equipe da Grã-Bretanha na RoboCup, à BBC. O cientista diz que deseja ver um dia um time de máquinas ganhar um duelo contra a equipe campeã da Copa do Mundo humana (no caso, a própria seleção que vencer o Mundial em 2050).

No entanto, Ramamoorthy diz que seu sonho não é apenas uma ambição pessoal. "Caso tenhamos sucesso, o resultado não dirá respeito só ao futebol. Se conseguirmos desenvolver robôs que possam vencer um jogo de futebol, conseguiremos torná-los úteis para uma série de outras coisas" diz o britânico, que parece longe do objetivo: seu time, o "Edinferno", da Universidade de Edimburgo, foi eliminado ainda na fase de grupos - lembrando performances recentes dos humanos ingleses em torneios de futebol. Veja imagens da RoboCup:

Disputada por três tipos de robôs ("humanóides", que imitam a estrutura corporal de um humano, "sobre rodas", semelhantes aos carros, e "quadrúpedes", que lembram um cachorro), a RoboCup 2011 foi organizada pelo cientista turco Cetin Mericli, que diz ter ficado impressionado pelo poder das máquinas quando viu o computador Deep Blue vencer o mestre do xadrez Garry Kasparov, em 1997.

Todas as máquinas são desenvolvidas por uma empresa francesa, mas os softwares que dão a "habilidade" aos jogadores são criados por equipes de cientistas de todo o planeta. O evento é o maior encontro de robôs do mundo. Alguns times brasileiros, como o ITAndroids, do ITA (Instituto de Tecnologia da Aeronáutica), já chegaram a participar da competição, que teve sua primeira disputa em Nagoya, no Japão. A edição 2012 já tem até local definido (Cidade do México), quando os cientistas terão mais 38 anos para desenvolver o escrete que vai duelar contra os campeões do mundo em 2050. Veja como funciona um jogo entre robôs:

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