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Pescarmona não falará mais com Valdivia sobre confusão de 2010

Diretor de futebol diz que "general Belluzzo" pediu para ser o único a tratar do caso que aconteceu em 2010

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Em meio à briga para contar com Ronaldinho Gaúcho, Wlademir Pescarmona afirmou que ainda não conseguiu esquecer a polêmica com Valdivia e que, evidentemente, não poderia gostar do que aconteceu ( relembre o que aconteceu ). O diretor de futebol do Palmeiras afirmou que não conversará mais com o chileno sobre a confusão no fim do ano e que tudo ficará nas mãos do presidente palmeirense, Luiz Gonzaga Belluzzo.

Sobre o caso Ronaldinho Gaúcho, Pescarmona afirmou que tudo já está na mesa e nas mãos de Roberto de Assis, que definirá nos próximos dias. Em relação a outros reforços, o dirigente foi cauteloso. Preferiu não falar sobre o andamento das negociações e disse que pretende se pronunciar apenas quando tudo for definido.

Por último, Pescarmona falou da eleição que acontece no dia 19 de janeiro e mostrou pessimismo. Arnaldo Tirone deve ganhar nas urnas, se a condição ficar na mesma.

Confira a entrevista completa com Wlademir Pescarmona:

iG: Como ficou a resolução do caso Valdivia? Vocês já conversaram? Vão conversar?
Wlademir Pescarmona:
O Valdivia foi o seguinte: O presidente chamou para ele a responsabilidade e ele iria resolver isso internamente. Eu não fiquei feliz e nem poderia ficar. Não por ele ter me chamado de torcedor, pois eu sou realmente torcedor. Eu até gostaria que meu time tivesse 22 jogadores torcedores, para eles sentirem na pele o que é uma vergonha como é o jogo do Goiás. Alguns dos nossos jogadores são palmeirenses e eles sabem o que é. Não tem nada pior do que olhar e falar para a família da derrota. Eles não eram cobrados por nada antes. E enquanto eu for diretor de futebol, eles vão ser cobrados. Eu vou bater palma, vou fazer de tudo e etc. Não vestiu a camisa direito, vai tomar porrada. Vou tirar o cara da zona de conforto sim. Eu, na minha personalidade, por amar o meu clube, não vou ficar quieto. Mas, como o homem, como o general e o capitão Belluzzo resolveu assumir tudo para ele, vou deixar que ele resolva essa situação.

iG: E o Ronaldinho? Afinal, o que acontece para tantas informações desencontradas?
Wlademir Pescarmona:
Ele vai ter que escolher. Se ele achar que tem de ficar no Sul, aí é uma outra situação. O que o Grêmio ofereceu não é melhor que o nosso, tenho certeza disso. Tem o Flamengo também querendo, tem também o Corinthians. Vai saber. Daqui a pouco o Brasil inteiro vai entrar na fita. Pelo menos eu sei que a nossa foi a melhor, pois foi tudo o que o Assis pediu. Tivemos que conversar com o Belluzzo para poder mudar a proposta e já tinhamos uma gordura reservada esperando que tivemos uma contraproposta. E a gente atendeu tudo. Ele disse que conversaria com o Ronaldinho.

iG: E vocês vão conversar ainda hoje (terça-feira)?
Wlademir Pescarmona
: Era para ele vir ontem (segunda-feira). Ele ligou dizendo que estava com problemas, até tentamos reservar a passagem para ele, mas não conseguimos. Temos que deixar claro que não é só a parte financeira. E a gente tem que respeitar o ser humano. Nós estamos tranquilos, pois fizemos o melhor possível. Nós fizemos tudo. E fica essa conversa e vai enchendo o saco. Mas precisamos ter calma. A gente sabia que era uma negociação difícil. Contratar quaquer um é difícil. A gente sabia que tinha as dificuldades. E estamos preparados para receber o não.

iG: E o Lucas Viatri, atacante do Boca Jrs. vem, afinal?
Wlademir Pescarmona
: Fizemos um contato há um tempo atrás e o Boca recusou. Só queria liberar em junho. Há pouco tempo, não sei o que aconteceu e o Boca voltou a conversar e havia a possibilidade de negociá-lo e até agora não voltou a proposta. Como todos os outros casos que tenho para estudar. Tenho cinco, seis casos. Eu só quero falar que tenho a definição. Não adianta falar. Se você soubesse o tanto de nomes, você colocaria 30 nomes na sua reportagem. No futebol, as pessoas não são tão sérias e você fica com pé atrás, para não dar a condição para torcida ficar animada à toa.

iG: E o Edinho vai sair?
Wlademir Pescarmona:
Ele interessa ao Palmeiras, mas já disse que quer sair e o Fluminense quer comprar. O Edinho que quer sair e o Fluminense quer levar, ou seja, estamos sem saída. Eu não vou deixar jogador que não quer ficar no time. Se a proposta do Fluminense for boa e eles também estiverem satisfeitos, ok. A gente não pode deixar jogador insatisfeito.

iG: E as eleições?
Wlademir Pescarmona:
Se nao houver união, nós vamos tudo embora para casa. Não adianta. São pessoas que estavam no mesmo lado e acharam no direito de sair à candidatos. Cada um tem o seu direito. A oposição vai ganhar se ficar assim. Eu ainda acho que tem 15 dias pela frente, pode haver uma luz no fim do túnel.

iG: O Paulo Nobre está melhor cotado do que o Palaia, certo?
Wlademir Pescarmona:
Cada um tenta falar o que é bom e Só na hora da urna mesmo. Um garante que tem uma quantidade, mas o importante não é o número de votos. O importante é somar os votos. E a divisão acaba com a gente.

iG: Acha que Palaia vai desistir?
Wlademir Pescarmona:
Ele diz que não. E o Nobre também diz que não. A não ser que eles percebam que não vão chegar a lugar nenhum e um dos dois desista.

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