Equipe uruguaia vai repetir a decisão da Libertadores de 1962, na qual perdeu para o time de Pelé

A sofrida e emocionante classificação para a final da Libertadores foi muito comemorada pelos jogadores e comissão técnica do Peñarol. Na noite de quinta-feira, a equipe uruguaia perdeu para o Vélez Sarsfield por 2 a 1, na Argentina, e avançou para enfrentar o Santos na decisão, já que havia triunfado em Montevidéu por 1 a 0.

Apesar da empolgação por voltar a disputar uma final de Libertadores, o time uruguaio ainda não se dá por satisfeito e quer faturar o seu sexto título da competição continental. "Esta equipe é coração puro", disse Mier, autor do gol do Peñarol na noite de quinta-feira. "Agora, vamos nos concentrar na partida com o Santos".

Um dos clubes mais tradicionais do mundo, o Peñarol foi campeão da Libertadores em 1960, 1961, 1966, 1982 e 1987, e perdeu outras quatro finais do torneio. Uma delas, para o Santos, em 1962. O time paulista venceu no Uruguai por 2 a 1, perdeu na Vila Belmiro por 3 a 2 e triunfou em Buenos Aires por 3 a 0.

"Você sente uma grande emoção por esta classificação. Respeitamos o Santos, mas estamos por algo na final", disse Guillermo Rodríguez, autor do gol da vitória em Montevidéu. "Trabalhamos, fizemos as coisas certas, somos um grupo excelente", comemorou.

Jogadores do Peñarol comemoram a classificação em pleno estádio do Vélez Sarsfield, em Buenos Aires
AP
Jogadores do Peñarol comemoram a classificação em pleno estádio do Vélez Sarsfield, em Buenos Aires
O técnico Diego Aguirre, que como jogador participou da conquista do título de 1987 do Peñarol e marcou o gol do título na decisão contra o América de Cali-COL, disse que a classificação foi justa. "Voltar a jogar uma final de Libertadores é incrível", disse. "Foi uma classificação muito difícil, custou muito, mas foi merecida sobre todos os pontos de vista", completou.

Vélez Sarsfield
Campeão da Libertadores em 1994, o Vélez fracassou na tentativa de disputar a sua segunda final da competição ao não conseguir um triunfo por dois gols de diferença. A equipe argentina poderia ter tido sorte diferente se o atacante Santiago "El Tanque" Silva não tivesse desperdiçado uma cobrança de pênalti ao 30 minutos do segundo tempo.

Porém, Ricardo Gareca, técnico do Vélez, tratou de elogiar a luta dos jogadores. "Foi uma partida difícil contra uma grande equipe como o Peñarol", afirmou. "Eu disse aos garotos para ficarem tranquilos, já que estou satisfeito pela entrega dos jogadores que deram tudo".

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