Em entrevista ao jornal Marca, “Rei do Futebol” defendeu santista e elogiou seleção espanhola

Em junho, Pelé visitou Neymar no CT do Santos
Samir Carvalho
Em junho, Pelé visitou Neymar no CT do Santos
Na Espanha, Pelé defendeu Neymar como melhor jogador do mundo na atualidade. Em entrevista ao jornal Marca, o “Rei do Futebol” afirmou que o santista merece levar o prêmio da Fifa em janeiro. Algumas publicações européias chegaram a informar que o brasileiro estará na lista de indicados para o troféu. A divulgação oficial dos nomes acontecerá na próxima semana.

Neymar diz querer chegar ao nível de Messi

“Eu daria o troféu ao Neymar, é o melhor. Fez uma temporada fantástica”, afirmou Pelé ao ser perguntado se Messi levaria o prêmio. O ídolo do futebol também elogiou o lateral-direito Danilo, a quem classificou de “excelente”, e disse que prefere que Neymar siga no Santos. O atacante já teria acertado sua transferência para o Real Madrid .

Eu daria o troféu ao Neymar, é o melhor. Fez uma temporada fantástica", diz Pelé

Pelé também foi questionado se já enviou o seu filme ao argentino, como disse que faria em uma entrevista , após o argentino falar que não viu o brasileiro jogar. “Ainda não, mas vou mandar. Tenha certeza que vou fazer”, disse.

Messi foi elogiado pelo brasileiro, que o classificou como “excelente” e “fantástico”. “Mas acho que ainda é cedo para compará-lo comigo. Tenhamos paciência”, disse.

“Queria ser o Xavi”

Na entrevista, o ex-camisa 10 da seleção brasileira elogiou a Espanha, atual campeã do mundo. “É a referência mundial atualmente. Para quem gosta de futebol de qualidade, sem dúvida é o que há de melhor hoje. O time do Brasil da Copa de 1970 tinha o mesmo estilo de jogo, os jogadores se conheciam, estavam preparados e não tinham dificuldades em campo. O toque de bola, a técnica, tudo era dominado. Espanha faz o mesmo. Por isso, fiquei encantado com a conquista do Mundial”, afirmou.

Pelé disse que gostaria de ser o Xavi na seleção espanhola. “Acho que ele faz o papel que eu exercia. Vem de trás, chega para o arremate, faz o que eu fazia em campo. Muita gente acha que eu era o atacante de centro, o último homem, mas eu era o terceiro no ataque do Brasil. O mais importante era jogar em equipe”, disse.

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