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Futebol
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Patrocinador de Cruzeiro e Atlético jura não interferir no duelo

Banco BMG afirmou que não se intromete na gestão dos clubes e que clássico será decidido dentro de campo

Frederico Machado, iG Belo Horizonte |

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Banco BMG estampa sua marca nas camisas dos rivais Cruzeiro e Atlético-MG
O clássico entre Cruzeiro e Atlético-MG, no próximo domingo, é tido como um dos mais importantes da história dos dois clubes, já que o time alvinegro pode rebaixar o rival. Até por isso, muitos boatos acabam rondando a partida. Um deles ganha força, dizendo que o patrocinador dos dois clubes, o Banco BMG, estaria exercendo influências sobre o Atlético-MG para garantir a permanência do Cruzeiro na primeira divisão.

Cruzeiro é o 16º e o Atlético-MG é o 13º. Veja a classificação atualizada

O Banco BMG é uma das empresas que mais investe no futebol brasileiro, seja patrocinando os clubes ou tendo participação nas negociações dos jogadores. Em Minas Gerais, o banco patrocina Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG, os três clubes que disputam a primeira divisão do Brasileirão. E esse patrocinador em comum logo gerou desconfiança nos torcedores, que temem que o clássico seja decidido nos bastidores e não na bola. Afinal, para um investidor não seria interessante ver um de seus clubes na segunda divisão.

Leia também: Torcida do Cruzeiro age rápido e esgota ingressos para o clássico

Nas vésperas do clássico que decide a permanência do Cruzeiro na primeira divisão do Brasileirão, o iG decidiu procurar pelos envolvidos nessa polêmica. Via assessoria de imprensa, o banco não quis conceder entrevistas e apenas informou que não participa da gerência dos clubes e que o clássico será decidido dentro de campo.

O consultor da área esportiva do Banco BMG, Hissa Elias Moisés, que não é funcionário da empresa mas presta serviços relacionados ao futebol e conhece bem o presidente do BMG, Ricardo Guimarães, negou qualquer possibilidade de influência no resultado do clássico.

Veja também: Fillipe Soutto diz que prazer do Atlético-MG é vencer o Cruzeiro

"Isso é uma coisa descabida, não existe. Não interferimos em nada dos clubes, somos apenas patrocinadores. Não participamos de dia a dia, da gerência. Seria uma vergonha se isso acontecesse, algo que não é compatível com um banco que tem 80 anos existência", afirmou Hissa Elias Moisés.

No Cruzeiro, o assunto também é tratado como algo absurdo. "Se nós partirmos para esse tipo de irresponsabilidade, a Nike não patrocina mais de um clube e todas as outras grandes empresas não poderão participar do futebol. Vamos ter que acabar com o futebol e fechar os clubes, pois não teremos dinheiro para gerir os grandes times", afirmou o gerente de futebol do Cruzeiro, Valdir Barbosa.

Já no Atlético-MG, o discurso oficial é de buscar uma vitória na última rodada para chegar a uma vaga na Sul-Americana. Todavia, rebaixar o rival teria sabor especial. O próprio volante Fillipe Souto assumiu que a rivalidade fala mais alto nessas horas.  "É hipocrisia falar que não queremos vencer o Cruzeiro. Até porque é o nosso adversário principal no Estado. O torcedor sente como uma vitória diferente e todos se mobilizam para que o jogo seja um espetáculo. O Atlético tem de entrar ciente disso, mas sabendo que é dentro de campo que se resolve", afirmou o atleticano.

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