Ex-treinador da seleção brasileira se confundiu com formato das eliminatórias e cometeu pequena gafe

O grupo I das eliminatórias européias para a Copa do Mundo de 2014, sorteado neste sábado, no Rio de Janeiro , foi visto por alguns treinadores e dirigentes como o mais difícil, já que reúne Espanha e França , além da Geórgia, Finlândia e Belarus. Porém, ao se confundir com o formato da disputa, o ex-técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, ‘eliminou’ uma das campeãs da próxima Copa.

Na Europa, as equipes são divididas em oito grupos de seis e um de cinco seleções. Os nove primeiros colocados de cada chave se classificam automaticamente, enquanto os oito melhores segundos colocados disputam a repescagem, que define as outras quatro vagas, totalizando 13 representantes.

Parreira se confundiu com regulamento do sorteio
Divulgação
Parreira se confundiu com regulamento do sorteio
Ao ser questionado sobre o sorteio, Parrera se confundiu e cometeu uma pequena gafe, além de admitir que não deu muita atenção ao sorteio das eliminatórias.

“Não prestei muita atenção, pois eram muitos times, muitos países. Lembro-me do grupo da Itália , que é na verdade o mais difícil da eliminatória européia, com Dinamarca e a República Tcheca. E tem a França e a Espanha , que nesse grupo não tem segundo lugar, não virão ao Brasil”, disse o treinador, entendendo que o grupo I, com cinco seleções, não dá direto à repescagem.

De fato, o grupo de Espanha e França dificulta a missão do segundo colocado, já que as seleções disputam oito jogos, contra 10 dos outros grupos. Na última eliminatória, a Irlanda foi a última a se garantir na repescagem, tendo somado 18 pontos. Porém, a eliminação não é garantida, como entendeu Parreira.

“Gostaria que ela (a França) estivesse em outro grupo e viesse para a Copa. Para o futebol brasileiro, seria muito importante que todos os campeões do mundo estivessem aqui. É uma pena que um deles tenha que ficar de fora em 2014”, declarou, equivocadamente, Parreira.

Sobre a seleção, Parreira defendeu a decisão de Dunga em deixar Neymar e Paulo Henrique Ganso de fora da convocação para 2010. Mesmo elogiando a dupla do Santos, o ex-técnico do Brasil acredita que os jovens sentiriam falta de experiência internacional.

“Acho que eles não estariam bem para representar o Brasil na Copa do Mundo, poderiam até entrar, mas com certeza iria faltar experiência, que eles têm muito mais hoje. Acho que a natureza não dá saltos, não se antecipa as coisas, foi perfeito, o timing com eles foi perfeito. O Neymar não precisa provar nada para ninguém, é a maior revelação mundial dos últimos anos, mas é preciso ter paciência, ter etapas”, disse.

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