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Parceira cobra regularização de terrenos penhorados do Palmeiras

Três dos nove imóveis cedidos pelo clube à WTorre têm problemas na Justiça. Contrato prevê criação de um único terreno

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

Na carta que a construtora WTorre enviou à diretoria do Palmeiras pedindo que críticas públicas à obra da Arena Palestra fossem evitadas, a empresa também cobrou que o clube acerte o registro dos imóveis cedidos no contrato assinado em 15 de julho de 2010. Três dos nove imóveis estão penhorados, segundo o contrato a qual o iG teve acesso. Inclusive o denominado “Parque Antartica”, no qual estão o estádio e o clube social.

Pelos artigos 1.2 e 1.3 do acordo, o Palmeiras precisa retificar os registros porque a descrição de alguns está impreciso - os imóveis serão unificados, formando um único terreno. Isso ainda não foi feito e foi cobrado pela WTorre.

“Um clube, como todos sabem, tem uma administração meio bagunçada. Nem é uma crítica isso, porque em 96 anos de história acabam passando muitos presidentes e nem sempre a gestão é profissional. O estádio, por exemplo, foi comprado em 1920. Fizemos uma notificação e o (Arnaldo) Tirone já se prontificou a agilizar isso”, disse Rogério Dezembro, gestor de novos negócios da WTorre e ex-diretor de marketing do Palmeiras. ( Leia aqui entrevista exclusiva com Walter Torre )

Os imóveis penhorados não inviabilizaram a negociação, mas há um artigo claro que protege a WTorre no caso de qualquer deles ir a leilão: o 1.1.1 diz que a empresa poderá liquidar a dívida, com seus recursos, mas descontará o valor do que será repassado ao clube durante os 30 anos que a Arena Palestra ficará sob administração da empresa.

As penhoras são por dívidas de impostos com a prefeitura, principalmente de IPTU (Imposto Sobre a Propriedade Predial), e com o governo de São Paulo. Pelo contrato, os imóveis com problemas são esses:

1) Parque Antartica, onde está o terreno do estádio e do clube social, registrado na prefeitura sob matrícula 10.811 e com valor calculado em R$ 102,2 milhões. A dívida do clube com a prefeitura e que gerou a penhora é de R$ 865.213,42.

2) Um prédio situado na rua Padre Antônio Thomaz, número 116, na prefeitura sob o número 12.296 e que foi avaliado em R$ 602.929,00. Ele está penhorado em duas ações: uma de R$ 6.148.862,58, junto com outros cinco imóveis do clube (dívida com a prefeitura), e outra de R$ 203.360,99 (com o estado).

3) Uma casa situada na rua Padre Antônio Thomaz, número 212, registrada na prefeitura com o número 101.083 e avaliada em R$ 512.208,00 e penhorada duas vezes por dívidas com a prefeitura, uma de R$ 2.198.965,81 e outra de R$6.148.862,58, junto com o prédio descrito acima.

O clube alega que algumas dívidas já estão negociadas e em fase de pagamento e outras são motivo de contestação na Justiça. Essas penhoras, num primeiro momento, não atrapalham a realização da obra.
 

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