Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Para vereadores, sem incentivo fiscal SP não abrirá a Copa

Políticos foram ao terreno do estádio do Corinthians em Itaquera e se reuniram com o presidente do clube

Bruno Winckler, iG São Paulo |

Em visita ao terreno onde será construído o estádio do Corinthians , em Itaquera, nesta sexta-feira, um grupo de vereadores paulistanos defendeu a aprovação do projeto da prefeitura de São Paulo para conceder incentivos fiscais de R$ 420 milhões à obra . Eles se reuniram com o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, e prometeram ler o projeto de lei, enviado pelo prefeito Gilberto Kassab, no dia 10 de junho, até a próxima terça-feira. A Copa de 2014 em São Paulo depende desse projeto.

“Depois da leitura, vamos fazer um esforço para que tudo seja votado até o dia 11, porque se não for assim corremos um sério risco de não termos a abertura da Copa em São Paulo”, afirmou o vereador Paulo Frange (PTB).

O projeto enviado para a Câmara de Vereadores pela Prefeitura prevê um pacote de R$ 420 milhões em incentivos fiscais para o Corinthians construir seu estádio em Itaquera, na zona leste de São Paulo. De acordo com o texto, serão emitidos “certificados de incentivo de desenvolvimento” [CID], com validade de dez anos, “podendo o valor do incentivo ser fracionado em diversos certificados com valor mínimo de R$ 50 mil”. "Não podemos pecar pela omissão. São Paulo perdeu a Ford para a Bahia, a Mitsubishi para Goiás, e não pode perder a abertura da Copa, que só ela, pode trazer R$ 1 bilhão para a cidade só em turismo", disse Frange.

Durante a visita, o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, pressionou os vereadores. “Agora falta a câmara aprovar, se eles querem abertura da Copa em São Paulo ou não”, afirmou o cartola aos jornalistas presentes. “Sem incentivos fiscais, não tem como tem Copa do Mundo em São Paulo, muito menos abertura”, completou.

O vereador Frange manteve o discurso afinado com o presidente corintiano e defendeu a isenção de impostos. “Não é dinheiro vivo, não é dinheiro do tesouro do município. É a isenção de impostos municipais no prazo de 10 anos. Mas sabemos que a cada um real que vamos deixar de receber, vamos receber quatro em todos os incentivos que uma obra desse porte significa para a zona leste. Não deixa de ser um investimento”, afirmou.

Para o projeto ser aprovador precisa do voto de 28 dos 55 dos representantes da Câmara de Vereadores de São Paulo. Os vereadores paulistanos dizem que trabalham para que isso seja apressado e que não ocorra nenhuma audiência pública, o que atrasaria a votação.

Corinthians diz que estádio sai sem Copa
Andrés Sanchez afirmou que a isenção de impostos está sendo pedida para conseguir ampliar a capacidade do estádio e conseguir receber a abertura do Mundial em São Paulo. Segundo o cartola, o Corinthians já tem como conseguir a verba para tocar o projeto inicial do seu estádio, com capacidade para 45 mil pessoas. Para receber o primeiro jogo da Copa, a exigência da Fifa é de uma arena com 60 mil lugares.

“Para os R$ 400 milhões iniciais do estádio de 45 mil pessoas está bem encaminhado o financiamento. Acredito que na semana que vem, a gente da entrada no BNDES junto com a Odebrecht. Faltava, realmente, a diferença para ter abertura de Copa”, defendeu o corintiano. "O valor total do estádio não passa de R$ 700 milhões, não", completou.

Andrés diz que as garantias para a Fifa, de que o estádio terá financiamento para chegar a capacidade de receber a abertura da Copa, têm que ser entregues até o dia 11 de julho. O COL (Comitê Organizador Local da Copa) divulgará a sede que receberá o primeiro jogo do Mundial no dia 30 de julho durante o sorteio das eliminatórias da Copa, no Rio de Janeiro.

Bruno Winckler
Andrés Sanchez posa com vereadores que visitaram as obras do estádio corintiano nesta sexta-feira

Leia tudo sobre: CorinthiansCopa 2014ItaqueraFielzão

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG