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Para lotar estádio, seleção apela para imigrantes da Bósnia

Bósnios que vivem na Suíça serão maioria no amistoso da seleção brasileira nesta terça-feira

Paulo Passos, enviado iG a St. Gallen |

Já não restam mais ingressos para o amistoso da seleção brasileira nesta terça-feira às 16h em St. Gallen, na Suíça. Engana-se, entretanto, quem pensa que os 17,5 mil lugares da AFG Arena estarão ocupados somente por fãs do futebol brasileiro. A maioria da torcida deverá ser formada por imigrantes bósnios.

Leia também: Na Suíça, seleção tem ingressos mais baratos que no Brasil

Foi justamente pensando nesse público que a Kentaro, empresa que negocia os amistosos da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na Europa, marcou a partida em St. Gallen, na Suíça. A cidade é um dos pólos de imigrantes bósnios no país. Gente, que na sua maioria, saiu da região da ex-Iugoslávia durante as guerras na década de 90.

Paulo Passos
Nascido em St. Gallen, Kenan Kalaibié se diz bósnio por causa do pai
Nessa época, em 1994, o pai de Kenan Kalaibié deixou o que hoje é a Bósnia. O estudante de 15 anos, nascido e St. Gallen, se diz bósnio e estará na arquibancada do AFG Arena nesta terça-feira para o amistoso contra a seleção brasileira. “Pode ter certeza que isso aqui estará cheio de torcedores barulhentos. Jogamos menos que os brasileiros, mas nossa torcida faz mais festa”, disse, enquanto via o treinamento da sua seleção.

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Nascido em 1996, ele não viveu os anos difíceis da guerra civil que resultou na separação da Bósnia da antiga Iugoslávia. “Meu pai me conta algumas coisas. Muita gente teve que deixar o país porque se não morreria. Foi um período muito triste. Mas hoje as coisas melhoraram, vou uma vez por ano com minha família”, conta Kenan.

Confira ainda: Cidade que recebe seleção tem arena modelo e time de segunda

A Suíça foi um dos principais destinos de quem fugia da guerra da antiga Iugoslávia. Milhares de refugiados da Sérvia, Macedônia, Bósnia e Croácia desembarcaram no país na década de 90. A região onde fica St. Gallen é a que recebeu o maior número de bósnios. São mais de 30 mil, segundo dados de 2009 do governo suíço.

A estratégia de marcar jogos contra seleções que tenham imigrantes na cidade não chega a ser uma novidade para a CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Em 2007, o Brasil ainda comandado por Dunga jogou contra a Turquia, em Dortmund, na Alemanha. O estádio estava lotado de imigrantes turcos. O mesmo aconteceu em 2010, quando a equipe de Mano Menezes enfrentou a Ucrânia em Derby. A cidade inglesa tem uma colônia grande de imigrantes ucranianos.

E mais: Seleção encara temperatura negativa e neve na Suíça

Getty Images
Imagem de uma região devastada por bombas em 1995, na cidade de Sarajevo, na Bósnia

Palco reduzido
O amistoso desta terça-feira marca outro fenômeno na seleção, o da diminuição dos “palcos” que a equipe joga. Já sem astros no auge no futebol europeu, o time não conta com o mesmo cartaz da década passada, quando teve Ronaldo, Kaká e Ronaldinho Gaúcho como melhores do mundo.

Nessa época, o Emirates Stadium, do Arsenal, em Londres, com capacidade para 60 mil pessoas, virou a casa da seleção. No estádio inglês, a equipe jogou seis partidas na era Dunga, contra Argentina, Portugal, Itália, Suécia, Irlanda e Escócia.

A capacidade do campo do Arsenal é três vezes maior que a do AFG Arena, onde o Brasil joga nesta terça, que tem 17,5 mil lugares. Tamanho semelhante ao ultimo palco da seleção em Londres, o Craven Cottage, onde a equipe de Mano Menezes venceu Gana em setembro do ano passado, que recebe no máximo 25 mil pessoas.

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