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Para Fifa, "rivalidade das polícias" dificulta ação contra terror

Chefe de segurança diz ver 'intenção' de evitar ataques na Copa 2014, mas exige cooperação entre forças nacionais e internacionais

Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro |

Para o australiano Chris Eaton, chefe do setor de Segurança da Fifa (Federação Internacional de Futebol), que terá no Brasil a Copa do Mundo de 2014, o maior problema do sistema de segurança do Brasil para enfrentar uma eventual ameça terrorista é a "rivalidade entre as polícias".

Ex-diretor de Operações da Interpol (Polícia Internacional), Eaton participou de uma mesa que debatia o "Planejamento de Segurança para Grandes Eventos", na Interseg (Feira Internacional de Tecnologia, Serviços e Produtos para Segurança Pública), no Riocentro, no final da última semana.

Na opinião do especialista em segurança da Fifa, o Brasil deve se preparar para a eventual ameaça, uma vez que a Copa do Mundo e as Olimpíadas são competições que reúnem países alvo de ameaças.

De acordo com Eaton, devido à pouca tradição e experiência do Brasil no enfrentamento ao terrorismo, é fundamental existir uma forte integração entre as polícias nacionais e internacionais. O fator de maior relevância é uma cooperação no setor de inteligência com agências e polícias internacionais acostumadas ao problema. Segundo ele, esse trabalho deve ser feito com antecedência. "É a partir dessas informações e de uma base de dados internacional que se pode previnir ataques e ameaças".

Perguntado pelo iG se, a partir de seus encontros com autoridades brasileiras, considera a polícia preparada para a missão, Eaton disse que vê "a intenção" (de desenvolver essa cooperação). "Só que o problema não é a intenção, mas a rivalidade entre as diferentes polícias", afirmou Eaton.

O chefe da segurança da Fifa afirmou que uma avaliação mais precisa do estágio das polícias brasileiras em relação à prevenção a ataques terroristas durante a Copa só pode ser visto durante um evento real, como a Copa das Confederações. "Precisamos vê-los atuando no campo", disse.

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