Do atual elenco atleticano, de 37 jogadores, 80% têm contrato com o clube com mais de um ano de duração

Flickr/Clube Atlético Mineiro
Dorival Júnior está no Atlético-MG desde 2010 e é um dos trunfos do clube para o Brasieleiro
Ao final da temporada 2010, depois de quase ser rebaixado no Campeonato Brasileiro, o discurso no Atlético-MG era de manutenção da equipe. Mas na prática não foi o que se viu na Cidade do Galo . Tanto que do atual grupo, formado por 37 jogadores, metade não estava no Atlético-MG no ano passado. Mas, enfim, o discurso tem sido colocado em prática. Tanto que na semana passada o clube renovou os contratos de três jovens jogadores e já havia renovado com outros dois em março .

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Não somente os jovens jogadores, mas aqueles que estão chegando à Cidade do Galo também assinam por mais de uma temporada. Da equipe titular que vai enfrentar o São Paulo nesta quarta-feira, somente o lateral-esquerdo Leandro e o atacante Magno Alves vão ficar sem contrato em dezembro. A mudança na postura das contrações foi uma das metas do Atlético-MG para chegar ao sucesso. Para Dorival Júnior, uma boa base é o maior feito que ele pode deixar num clube de futebol.

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“Eu não posso ficar aqui imaginando que caso eu não conquiste um título, que tudo o que foi feito vai ser jogado por terra. Ao contrário, quero deixa alguma coisa preparada. Se algum dia tiver de sair do Atlético-MG, o que naturalmente vai acontecer eu algum momento, que eu saída, mas deixe o clube numa condição melhor e que aquele que esteja à frente possa dar uma sequência”.

Assim, com jogadores ligados ao clube por pelo menos mais três anos, o Atlético-MG projeta um período de conquistas a partir deste Brasileirão. A competição atual está somente no início, mas a partida diante do São Paulo já vale a liderança . Responsável por esse processo de reformulação e construção de uma base no Atlético-MG , Dorival Júnior afirma que o clube vai colher os frutos em breve. O treinador só espera ter tempo suficiente para ser com ele.

“Nem sempre nós vamos conquistar, em determinados momentos vamos preparar o terreno para que alguém possa buscar os resultados. Em outros momentos pode acontecer de eu chegar e aproveitar da situação. Tudo vai acontecer com naturalidade. Por isso que eu digo que no futebol não se queima etapas. Se você queimar uma etapa, você paga um preço muito alto ali na frente. E o Atlético está tentando fazer as coisas pelo caminho correto. Primeiro é preparar uma equipe, deixar uma estrutura montada. Quem vai começar vencer com o Atlético eu não sei, espero que ainda tenhamos esse tempo. A obrigação do treinador é deixar o clube um pouco melhor do que quando veio”

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