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Futebol
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Para boleiros, cem gols de Ceni se comparam a mil de atacantes

De Felipão a Ganso, passando por rivais e ex-colegas, todos exaltam feito e se admiram com os números

Levi Guimarães, iG São Paulo* |

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Os principais personagens do futebol brasileiro parabenizaram o goleiro Rogério Ceni nesta segunda-feira. Atacantes, goleiros, ex-companheiros de São Paulo e até o meia santista Paulo Henrique Ganso ou o técnico Felipão exaltaram o feito do goleiro, que alcançou no domingo, durante clássico contra o Corinthians, a marca de 100 gols na carreira.

Não demorou nada para o recente feito alcançado por Rogério Ceni ser comparado ao milésimo de Pelé e Romário. Para muitos, Júlio César e o Corinthians já entraram para a história de forma equivalente a Andrada, goleiro do Vasco que sofreu o milésimo de Pelé, em 1969.

Mas também não falta, principalmente entre os próprios jogadores de futebol, quem pense que a marca do camisa 1 são-paulino foi ainda mais difícil de ser alcançada que os feitos do “Rei do Futebol” e do “Baixinho”.

Na entrevista coletiva que concedeu após alcançar o recorde, porém, o próprio camisa 1 são-paulino fez questão de dizer que a única função na qual supera Pelé é mesmo a de goleiro. O colunista do iG, Mlton Neves, fez em fevereiro um post em seu blog no qual exaltava a importância do feito de Rogério Ceni e ainda lançava ao internauta uma pergunta: "o que é mais difícil, um goleiro fazer cem gols ou um atacante chegar aos mil?"

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Um dos personagens do futebol brasileiro que comentou o feito de Rogério Ceni foi o técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, que o convocou como reserva de Marcos e Dida para a Copa do Mundo de 2002. O treinador evitou comparar a marca centenária aos feitos de Pelé e Romário, mas não poupou elogios ao goleiro.

“O diferencial é que ele, desde que começou a carreira, passou a se especializar em faltas, penalidades, e aquilo foi dando certo, foi gerando gols. Foi dando confiança da mídia. Ele é super legal, uma pessoa tranquila, que está aí há anos jogando e sempre pronto”, afirmou Felipão.

O meia Paulo Henrique Ganso, do Santos, também se derreteu em elogios para o camisa 1 rival. “É uma marca histórica, que ficará na memória de todos os brasileiros e admiradores do seu futebol, assim como eu. O mais difícil é fazer gol. Então deixo os meus parabéns para quem já conseguiu essa marca e para quem pode chegar lá um dia.”

Atacantes veem gol 100 de goleiro mais difícil que gol 1000 de jogador ofensivo
Entre atacantes de diversas equipes da elite do país, os elogios foram ainda mais veementes. E uma coincidência mostra que não é para menos. No mesmo dia em que Rogério se tornou centenário, o atacante do Vitória - e carrasco do próprio Ceni na Copa do Brasil de 2000 -, Geovanni, que tem mais de dez anos de carreira, alcançou a mesma marca.

Alecsandro, atacante do Vasco: “Para o goleiro é pior. Ele tem que ser muito habilidoso. Tem jogador de linha que não chega a cem na carreira. O Júnior (ex-Flamengo e hoje comentarista), por exemplo, não conseguiu. Não é fácil fazer mil. Basta ver quantos conseguiram. O Romário, né, mas quem fez as contas dele? O atacante, pelo menos, está ali na frente. O goleiro não, fica lá atrás. Chegar a cem é muito difícil”.

Wallyson, atacante do Cruzeiro: “O Rogério é um grande goleiro. Para um goleiro fazer 100 gols é muito complicado e só temos que reconhecer o talento dele. Só temos que dar os parabéns pelo jogador que é e o que representa para o futebol brasileiro”.

Leandro Damião, atacante do Internacional: “Parabéns pro Rogério. Não é qualquer goleiro que consegue esta média. Pra um goleiro é muito complicado. É difícil pra uma pessoa pensar em um goleiro fazendo gols a toda hora. Acho que vai demorar muito tempo pra surgir outro goleiro como ele”.

Goleiros celebram feito do companheiro de posição
Jefferson, do Botafogo: “Sem dúvida nenhuma. Até porque você vê alguns jogadores chegando a mil gols, mas um goleiro chegar a cem ele foi o único. Não dá para dizer que é uma coisa impossível porque ele conseguiu, mas é muito difícil. Por isso todos os goleiros estão homenageando ele, porque realmente foi um grande feito”.

Victor, do Grêmio, que sofreu um gol de Ceni no Brasileirão 2010: “Fantástico! É um feito difícil de ser batido. É um marco histórico. É merecido pelo profissionalismo e qualidade que tem. O São Paulo faz certo ao aproveitar a qualidade dele. É um risco calculado. Dá para ver que o time se prepara para esta jogada. É muito mais dificil um goleiro chegar aos cem gols, afinal, a primeira missão dele é evitar gols. Está do lado oposto do gol adversário. Não será fácil alguém repetir esta marca.”

Ricardo Berna, do Fluminense: “Sem dúvida alguma é muito mais complicado para um goleiro chegar aos 100 gols do que para um atleta de linha chegar aos 1000. As dificuldades são muito maiores. Rogério é um ídolo, sempre me espelhei nele e foi uma referência para mim pelo profissionalismo, o amor à profissão e amor à camisa que veste. Tive um contato com ele na reta final do Campeonato Brasileiro do ano passado e ele me presenteou com uma camisa dele simplesmente pelo fato de eu tê-lo elogiado. Eu acredito que ele merecia ter mais chances na Seleção Brasileira”.

Ex-companheiros de São Paulo parabenizam o amigo
Richarlyson, volante do Atlético-MG, defendeu o São Paulo de 2006 a 2010: “Fiquei muito feliz, é uma pessoa que é um espelho para a minha vida pessoal e profissional. Então eu fiquei muito feliz. Envolve tanta coisa dentro do nome Rogério Ceni, por ter ele ter conquistado essa marca. Quebrar o tabu contra o Corinthians logo com uma marca histórica no futebol mundial, por se tratar de um goleiro. Fiquei extremamente feliz. Só tenho que parabenizar o Rogério, que merece muito mais. Ele sempre foi um companheiro e um amigo. Desejo que ele quebre mais e mais recordes, não só na carreira, mas na vida pessoal também”.

Gabriel, lateral-direito do Grêmio, defendeu o São Paulo de 2001 a 2004: “As duas coisas são difíceis. Se não for um atacante, com média de gols alta todo o ano, não chega aos mil gols. Aliás, a maioria não chega. O goleiro precisa se especializar e ter a moral de ser o batedor oficial do time porque normalmente já tem um jogador de linha que bate. Mas o goleiro chegar aos cem é mais complicado. Rogério Ceni sempre foi esforçado, um ótimo profissional. É um objetivo que colocou na carreira. Fico feliz por ele. Ainda não falei pessoalmente, mas agora está dado o parabéns”.
 

Veja como foi o jogo do gol número 100 de Rogério Ceni

*Colaboraram Danilo Lavieri, Frederico Machado, Gabriel Cardoso, Hector Werlang, Hilton Mattos, Marcello Pires, Renan Rodrigues, Samir Carvalho e Victor Martins.

 

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