Bem humorado, treinador elogiou o clube mineiro e disse que completa um ciclo trabalhando em Minas Gerais

nullA primeira entrevista de Joel Santana à frente do Cruzeiro foi muito bem humorada, como de costume. O treinador, que já havia sido procurado outras vezes pelo clube mineiro, diz estar fechando um ciclo ao trabalhar em um grande clube de Minas Gerais e acredita na reação do clube no Campeonato Brasileiro. O treinador espera que o seu estilo “paizão” seja um dos fatores para devolver a confiança aos jogadores nesse momento ruim.

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Joel Santana começou sua entrevista elogiando o Cruzeiro. “Torcida forte, exigente, que está acostumada a ser campeã. Estrutura não precisa falar nada. Jogadores excelentes. Cruzeiro era para jogar essa final de Libertadores agora”, disse Joel.

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Rodado, o treinador de 62 anos ficou feliz com a oportunidade de mostrar serviço em Minas Gerais. ”Já trabalhei em RJ, SP, RS e estava faltando aqui. Vou guardar essa data. Chegou a cereja do bolo. Para trabalhar no Cruzeiro tem que ter mestrado e doutorado”, brincou.

Joel Santana revelou que trouxe sua velha prancheta para o Cruzeiro
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Joel Santana revelou que trouxe sua velha prancheta para o Cruzeiro
Perguntado sobre o que faria para tirar o Cruzeiro da má fase. Joel respondeu com bom humor. “Não tive oportunidade de conversar com os jogadores ainda. Futebol é igual romance. Fora é uma coisa, dentro é outra. Você acha que se a coisa estivesse direitinho eu seria contratado? O quadro estava meio torto, por isso estou aqui”, disse Joel.

O treinador disse que sua prancheta veio na mala que trouxe a Belo Horizonte. “Prancheta está ai, faz parte da historia. Como vou deixar um material que me deu oito cariocas, brasileiro, taça rio e torneios internacionais? Só porque agora a coisa está melhor vou esconder minha pranchetinha? Está aí velhinha, mas ela que coloca a comida lá em casa”, afirmou Joel.

Joel Santana se inspira no filme Tropa de Elite para tirar o Cruzeiro dessa situação. “Se a torcida adora o Cuca, ótimo. Conheço ele e sei disso. Mas agora sou eu. Agora o bicho vai pegar, como no Tropa de Elite. Eles (jogadores) é que são os soldados. Não pode um clube como o Cruzeiro estar nessa situação”.

O ‘’papai” espera manter o estilo protetor dos jogadores. “Com os meus filhos, quando acho que as coisas estão erradas, não preciso falar. Só olhar e eles já sabem. Jogador é assim também. Pode me chamar de papai Joel. Mas o papai Joel também não gosta de muitas coisas. Aqui precisamos uns dos outros”, concluiu o treinador.

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