Apesar da amizade com elenco do clube paulista, Thiago Heleno adverte: "Não podemos aliviar em campo"

O técnico do Atlético-PR , Adilson Batista, carrega uma imagem positiva dentro do Palmeiras , seu adversário deste sábado no Canindé. O carinho pelo treinador não é resultado da falha cometida na Libertadores-2000, quando o ex-zagueiro vestia a camisa do Corinthians e errou permitindo o gol de Galeano. A boa fama do técnico é fruto da amizade com profissionais do clube paulista, mas, mesmo assim , Adilson não deve ter vida fácil no confronto da terceira rodada do Campeonato Brasileiro.

"Não podemos aliviar em campo. Aprendi com o próprio Adilson esse tipo de postura. Tenho carinho e respeito por ele. Se estou aqui, ele tem influência nisso, mas preciso fazer meu trabalho", comenta o zagueiro Thiago Heleno, que trabalhou ao lado do treinador no Cruzeiro e no Corinthians .

A relação de Luiz Felipe Scolari com Adilson Batista é mais antiga e próxima. O treinador palmeirense foi comandante do adversário deste sábado e o tinha como um dos homens de confiança na conquista da Libertadores de 1995 pelo Grêmio. Agora, pode ser responsável por aumentar os problemas do amigo no Atlético-PR.

No Campeonato Brasileiro, Adilson Batista já sofre questionamentos pela campanha ruim do clube de Curitiba. Em duas rodadas, o Atlético ainda não conseguiu somar pontos. Mais experiente, Felipão rechaça, contudo, dar ensinamentos ao amigo, que carrega recentes fracassos em trabalhos no Corinthians e no Santos , e observa a carreira em uma fase preocupante.

"O Adilson é um treinador consagrado. Pode ter um ou outro problema, mas é um grande nome e ficará em evidência. Ele já era treinador dentro de campo. Não precisa de dicas, faz um trabalho baseado no que viveu. É normal ter dificuldades em certos momentos. Ele já havia pegado o time em dificuldades no Campeonato Paranaense. Cobrar agora seria injustiça", destaca Scolari.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.