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Palmeiras pode peitar Corinthians e pedir para jogar no Morumbi

Clubes têm acordo para não jogarem no estádio. Felipão e jogadores não querem o Pacaembu, "a casa dos caras", segundo Kleber

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

[]Luiz Felipe Scolari estava irritadíssimo na entrevista coletiva após a vitória contra o Mirassol. Não quis responder sobre onde prefere jogar a semifinal contra o Corinthians. O motivo de sua irritação, segundo apurou o iG: a possibilidade de a partida ser no Pacaembu, considerada “casa” corintiana, apesar de o Palmeiras ter feito melhor campanha e, teoricamente, ser o mandante. Felipão prefere jogar no Morumbi, com 90% dos ingressos para o Palmeiras. O jogo vai ser confirmado para domingo, 16h.

Mas a diretoria teria que “peitar” o presidente corintiano Andrés Sanchez nesta segunda-feira, na reunião na FPF (Federação Paulista de Futebol) que definirá os locais das partidas. Por que peitar Sanchez? Porque a antiga direção, sob o comando de Luiz Gonzaga Beluzzo, fez um acordo com o Corinthians para que o clássico nunca mais fosse jogado no Morumbi (pelo menos enquanto eles comandassem os clubes). Os jogos seriam no Pacaembu, com o time visitante ficando com o tobogã para sua torcida.

Sanchez é desafeto do presidente são-paulino Juvenal Juvêncio. Arnaldo Tirone, atual presidente, teria que furar esse acordo. Mas há outro problema: pelo regulamento do Paulistão, o mando na fase final é da FPF. Ou seja: a entidade marca o jogo onde quiser. “O Palmeiras assinou, o Santos assinou, o Mirassol assinou, todos assinaram o regulamento. Não quero falar sobre estádio. Não vou falar bosta nenhuma sobre isso”, disse Felipão.

O diretor de futebol do Palmeiras, Roberto Frizzo, não descartou possibilidades. Elogiou Pacaembu, Morumbi, só reclamou da possibilidade de viajar para o interior, Presidente Prudente, por exemplo (600 km da capital).

A alternativa foi passada a Felipão como alternativa para não jogar no Pacaembu. Prudente pagaria ao Palmeiras para que o jogo fosse lá, mas há um problema: em Prudente as torcidas dividiriam o estádio, o que desagrada Felipão e diretores. Uma outra possibilidade levantada foi a Arena Barueri, com a maioria de palmeirense. Felipão ainda prefere o Morumbi.

“Não jogamos 19 rodadas à toa. Não vamos abrir mão dessa vantagem do mando e da divisão da torcida”, disse Frizzo, sem cravar palco ideal. Para ele, o Pacaembu não é a casa do Corinthians. “Em 1942 o Palestra nasceu Palmeiras dentro do Pacaembu. É o estádio da cidade de São Paulo”, disse Frizzo, que deve ter repetido isso a Felipão, por isso irritou o treinador.

Os jogadores são unânimes: preferem não atuar no Pacaembu. “É a casa do Corinthians, os caras que vamos enfrentar”, disse Kleber. “Eu preferia não jogar no Pacaembu. Mas onde colocarem nós vamos, seja aqui, Canindé, interior. Fazer o quê?”, disse Valdivia.

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