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Palmeiras marca nova reunião para regularizar situação da Arena

COF pede que documentos e acordos sejam cumpridos até o dia 28, quando nova reunião será realizada

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Uma reunião extraordinária realizada na noite da última segunda-feira entre os membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras estabeleceu um prazo de uma semana para que a situação da nova Arena esteja completamente resolvida. A WTorre e diretores envolvidos com a obra têm até a próxima segunda-feira, dia 28 de fevereiro, às 16h30, para apresentarem, entre outras coisas, o seguro de perfomance, por exemplo.

Fabio Menotti/Divulgação/Palmeiras
Reforma deixa Palestra Itália irreconhecível
É o que explica o membro do COF, Gilto Avallone. Segundo ele, vários documentos ainda estão irregulares, acordos não estão sendo cumpridos e a obra não poderia continuar desse jeito.

“A gente quer ver tudo certinho, tudo regularizado. Queremos saber como está o seguro e o motivo de algumas coisas acordadas no contrato não estarem sendo cumpridas como combinada. Até segunda-feira, tudo tem que estar regularizado. Caso contrário, o COF poderá dar a sugestão da paralisação”, explicou o conselheiro.

Gilto Avallone, aliás, pedia que a paralisação da obra acontecesse desde já. Ele fez essa sugestão aos demais membros do COF, que recusaram de forma esmagadora. Dos 15 cofistas, 13 foram a favor das obras seguirem normalmente até a próxima segunda-feira, quando a nova reunião será realizada.

A reunião ficou marcada por alguns momentos mais nervosos, quando algumas trocas de palavras mais duras e expressões fortes dominaram o ambiente. Além dos 15 membros do COF, o presidente Arnaldo Tirone e seus quatro vice-presidentes também estavam no encontro.

Fato é que o órgão não tem poder para realmente paralisar a obra. O COF é feito para orientar o presidente em exercício e as sugestões podem ou não serem aceitas. A palavra final será de Arnaldo Tirone. Mesmo que os 15 conselheiros votem na próxima segunda-feira para que as obras sejam paralisadas, tudo pode continuar como está.

A guerra interna por causa da Arena já virou mais do que uma novela. O ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo batalhou durante seus dois anos de gestão com forças de dentro e de fora do clube. Por várias vezes, documentos que não estavam nas mãos do Palmeiras eram exigidos e, até por isso, a obra ficou atrasada em mais de um ano.

A apólice de seguro também é outro capítulo que se estende. Recentemente, membros da atual gestão vieram a público dizer que o documento cobria apenas 17% do valor da obra. Belluzzo se defendeu e disse que a cobertura estava acima do nível do mercado.

Atualmente, o Palestra Itália encontra-se bastante destruído. O gramado já foi retirado quase que inteiro, várias construções da parte social do clube já foram demolidas e a arquibancada onde ficava a famosa “Turma do Amendoim” e também as cadeiras descobertas também já está no chão.

Enquanto isso, o Palmeiras paga um valor que pode chegar até a R$ 100 mil por jogo para poder ser o mandante dentro do Pacaembu. Vale destacar que essa verba não inclui apenas o aluguel, mas também outras taxas que são pagas para o jogo pode acontecer, como uma equipe médica ou funcionários que trabalham no estádio em dia de jogo, por exemplo.  

A previsão é de que parte dessa verba pare de ser gasta em 2013, quando a nova Arena já estaria completamente pronta.

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