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Palmeiras marca 84% mais gols do que no início da era Felipão

Treinador elogia equilíbrio do time e afirma que não é só defesa que funciona; rivais, porém, são inferiores

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Futura Press
Ataque do Palmeiras tem média de 1,81 gols marcados por partida nesta temporada
O técnico Felipão costuma dizer que o Palmeiras está muito mais equilibrada em 2011 do que esteve em 2010. Os méritos pela primeira colocação no estadual são creditados ao bom desempenho de sua defesa, mas o comandante entende essa visão está errada. Segundo ele, o ataque também melhorou. Analisando os números friamente, o treinador do Palmeiras tem razão: o time faz, em média, 0,6 gol por jogo a mais do que na temporada passada. Se comparados apenas os 11 primeiros jogos do treinador à frente da equipe, em 2010, aos 11 últimos, neste início de 2011, o aumento é de 84%.

Em 2010, seu time tinha média de gols a favor de 1,21 por jogo. Neste ano, a média virou de 1,81 gol em 21 jogos oficiais disputados. Outro número que mostra a evolução é a comparação dos 11 primeiros jogos de Felipão à frente do Palmeiras, considerando sua estreia contra o Avaí, em relação aos últimos 11 duelos. No início, foram 13 gols pró. Agora, foram 24.

“Estamos melhor do que o ano passado. Neste ano nós já temos um grupo um pouco diferente, com outra filosofia, com alguma aceitação do que é planejado pelo técnico. E com todo esse trabalho nós já temos um aspecto de grupo melhor do que nós tínhamos no ano passado. Fica mais fácil trabalhar em jogos que vão acontecer no futuro. É mais tranquilo, pois eles estão vendo que tudo o que foi colocado no início do ano e desde o ano passado vem dando resultado”, disse Felipão.

Felipão, no entanto, não leva em conta a dificuldade de seus adversários. Em 2010, o Palmeiras enfrentava times de Série A do Brasileiro e de outros países pela Copa Sul-Americana. Agora, os rivais são, em sua maioria, de divisões inferiores e até equipes pouco conhecidas, como o Uberaba.

O treinador, porém, afirma que a fórmula do sucesso em torneios de mata-mata ou de pontos corrido é sempre a mesma: Vencer.

“Se tivesse um jogo do Brasileiro, também sabemos que não poderia ter tropeço, pois chega lá no final e três pontos fazem falta. Qualquer jogo faz com que a gente tenha o espírito preparado. Não é por ser mata-mata. Às vezes o jogo no início pode ser tão importante que a gente não se dá conta de que faz falta lá no final”, afirmou o pentacampeão.

No quesito defesa, o desempenho é animador. Além de ser bem melhor do que foi em 2010, o desempenho é também bastante superior se comparado aos rivais, que enfrentam o mesmo nível de adversário que o Palmeiras.

Na temporada passada, a média era de 1,13 gol tomado por partida. Agora, essa média é de 0,38 por jogo. Foram oito gols sofridos em 21 desafios. Se comparados os 11 primeiros jogos do técnico aos 11 últimos, o número também é bem melhor. No período inicial, foram 14 gols sofridos, contra apenas quatro no final. O treinador sabe que é bom ostentar números, mas alerta: uma derrota por 1 a 0 pode ser fatal.

“Existe um pouquinho de lógica, mas não muito. Você vai pegar o time A contra o B em dez jogos e analisa: o A vai ganhar cinco, empatar três e perder duas. Das duas que perdeu, uma delas é a que vale a classificação. O futebol tem lógica, mas não tanto quanto outros esportes”, declarou o treinador.

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