Time paulista entrará com ação na Fifa para ganhar valor que tem direito por contrato assinado com jogador

André Sica, o advogado do Palmeiras , afirmou que o time não quer mais contar com o futebol do argentino Alejandro Martinuccio. Em entrevista concedida no desembarque da delegação palmeirense no Pacaembu nesta quarta-feira, ele afirmou que o clube paulista pensa apenas em recorrer à Fifa para contar com a multa que está prevista no pré-contrato assinado entre jogador e clube.

Nesta quarta, o atleta assinou contrato com o Fluminense e já até vestiu a camisa do time carioca para as notícias do acerto entre as partes.

"Na verdade, havia um desembolso posterior, ainda não pagamos esse valor. Seria a partir do momento em que fosse concretizada a operação e eram US$ 500 mil por 20% dos direitos econômicos. Não queremos mais o Martinuccio, ele já quebrou o contrato, o assunto vai ser levado à Fifa, a multa demandada e as sanções tentaremos levar a cabo. O Fluminense pagou pro Peñarol e pagou caro. Não tenho o valor oficial, mas me passaram algo em torno de 2 milhões de euros. A gente tem uma multa contratual de R$ 50 milhões, mas a Fifa leva em conta o valor de mercado, o dano ao clube e falar quanto deveremos receber", disse Sica.

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Lanzini (à esq) e Martinuccio serão apresentados nesta sexta-feira
Divulgação/Fluminense.F.C
Lanzini (à esq) e Martinuccio serão apresentados nesta sexta-feira


O advogado ainda explicou que além da multa contratual a ser definida pela Fifa, Fluminense e jogador podem ser punidos. Segundo o advogado, o clube poderá ficar por até duas janelas de transferência sem a possibilidade de negociar e o atleta ficaria até seis meses encostado.

Além disso, Sica contestou o questionamento dos dirigentes do Fluminense e diz que a Fifa não pede que os documentos sejam feitos em várias línguas.

"O contrato tem uma vigência, completíssimo, com cerca de 15 páginas, e foi assinado há muito tempo, no dia 20 de maio, no cartório do Uruguai. Foi uma versão oficial. Em relação a versão em inglês e português, o Fluminense está tentando plantar que a vontade do atleta em assinar aquele documento estava maculada, que ele não sabia o que estava fazendo ao assinar o documento porque não entendia a língua e não estava acompanhada de seu empresário. Na verdade, você pode fazer em chinês, grego, qualquer coisa, mas quando quando for levado à Fifa aí sim precisa estar em uma das quatro línguas oficiais", completou.

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