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Obras para a Arena ampliam o déficit de modalidades, segundo vice financeiro do clube. Tirone nega prejuízo

Ainda em busca de ter suas contas com saldo positivo, o Palmeiras busca patrocinadores para tirar do vermelho o balanço dos esportes amadores. As contas divulgadas no site oficial do clube mostram que, até o dia 31 de agosto, o Palmeiras teve prejuízo de R$ 1.276.384,49 só com esportes como bocha, tiro com arco e hóquei, entre outros.

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O basquete é o esporte que mais dá prejuízo ao Palestra. Foram R$ 367.244,09 negativos até o último dia 31 de agosto, quando o clube disponibilizou as contas. Ou seja, a modalidade praticada atualmente no ginásio da Academia de Futebol é responsável por quase 25% do déficit.

“Vamos buscar patrocínios para que esse prejuízo seja amortizado. Nos próximos meses, vamos fechar alguns acordos para que eles diminuam um pouco isso. Já estamos conversando com os setores”, disse o vice-presidente financeiro, Walter Munhoz.

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Os cinco maiores prejuízos nos esportes amadores até 31 de agosto de 2011:

Modalidade Receita Despesa Prejuízo
Basquete R$ 1.228,80 R$ 368.472,89 R$ 367.244,09
Futebol de salão R$ 1.350,00 R$ 273.343,33 R$ 271.199,33
Judô R$ 8.556,00 R$ 177.567,50 R$ 169.011,00
Ginástica R$ 40.013,18 R$ 184.461,68 R$ 144.448,50
Bocha R$ 14.999,48 R$ 95.914,68 R$ 80.915,20


Ele estima que os gastos com os esportes amadores crescem cerca de 20% por causa das reformas do novo estádio, que forçam alguns setores a alugarem espaços em outros lugares para que a modalidade continue a ser praticada. Ele também destaca que os praticantes amenizam o prejuízo por conta do pagamento de mensalidade social.

Veja quais foram as despesas, segundo balanço do clube
Reprodução
Veja quais foram as despesas, segundo balanço do clube
Com ou seu gasto com a reforma da Arena, o que chama a atenção no atual balanço é que vários esportes registraram receita zerada, considerando apenas o mês de agosto: tiro ao arco, bocha, futebol de salão, hóquei, tênis de mesa e futebol americano (o único que registrou despesa zero também). O volêi e o futebol americano são os únicos entre todos que dão lucro, com cerca de R$ 13 mil e R$ 7 mil acumulados, respectivamente, até agosto.

O presidente Arnaldo Tirone prefere não chamar esse déficit de prejuízo. Segundo ele, os números não representam a realidade do que será apresentado até o fim deste ano.

“Não há prejuízo! Está tudo dentro da previsão orçamentária que fizemos. Isso é uma briga nossa, nós reformulamos tudo. Ainda vão entrar algumas verbas que não vão deixar isto terminar assim. Por isso, insisto, não há prejuízo”, disse o cartola.

Setor social e piscinas também são deficitários

Outros setores do clube também prejudicam as contas do Palmeiras. O conjunto aquático, por exemplo, gera um prejuízo acumulado até agosto de 2011 de R$ 229.218,42. O clube de campo apresenta um total negativo em R$ 247.257,60 nestes oito meses. O que é definido no balancete por Departamento Social e compreende lanchonetes, restaurantes e festas organizadas já totalizam um déficit de R$ 382.756,12.

Veja quais foram as despesas, segundo balanço do clube
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Veja quais foram as despesas, segundo balanço do clube
“O setor social não é para nos dar lucro. Ele presta um serviço para os associados. O ideal é chegar perto do zero, mas não precisamos dar lucro. Esse número ainda está com um prejuízo maior porque não entraram as verbas da nossa festa, que é uma coisa de tradição nossa, que é para o associado e também não tem a obrigação de dar lucro”, explicou Arnaldo Tirone.

Considerando o que é movimentado pelo clube sem ser futebol profissional e amador, as contas apontam uma receita de R$ 15.938.023,45 e uma despesa de R$ 18.218.300,93. Ou seja, um prejuízo de R$ 2.280.277,48.

Até o dia 31 de agosto de 2011, o futebol registrou uma entrada de R$ 80.722.336,20 contra uma despesa de pouco mais de R$ 70 milhões. A diferença reforça a tese dos que pedem uma administração separada de futebol e clube, uma vez que, em quase todos os anos da história, o futebol tem lucro e precisa sustentar o prejuízo do clube, que, segundo os defensores de tal tese, acaba não se preocupando tanto em gerar receitas.