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Palmeiras toma chapéu de 'anônimos' e diz não a 'consagrados'

Time disse não a Malouda nesta quinta-feira, mas antes já havia tomado chapéu de nomes como Jonas

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Se por um lado o Palmeiras coleciona “chapéus” que levou de rivais na hora de contratar reforços modestos, por outro cultiva o hábito de vetar a chegada de nomes conhecidos. Na atual gestão, a política de contratação mudou, a insatisfação da torcida cresceu e os protestos passaram a assustar os jogadores. E esse problema se reflete mais nos atletas menos experientes.

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Um exemplo é Jonas, o lateral direito do Coritiba . A proposta salarial feita pelo Palmeiras era maior do que a do Santos, mas o atleta preferiu ser companheiro de Neymar. No fim, a negociação entre o time do Paraná e o da Baixada Santista não deu certo, e a transação regrediu. Vitor Junior, que era do Atlético-GO, disse na sua coletiva de apresentação do Corinthians que preferiu a equipe do Parque São Jorge por causa da estrutura . Outra derrota palmeirense.

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Martinuccio, à direita, não quis nem saber do acordo que tinha com o Palmeiras

O Fluminense aparece duas vezes na lista de "ladrões" de reforços do Palmeiras. O caso que mais repercutiu foi o de Martinuccio, que assinou contrato com a equipe paulista, ignorou o acordo e foi parar nas Laranjeiras. Mais recentemente, o meia Wagner voltou do exterior e também acabou no Rio de Janeiro mesmo depois de costurar um acordo com a equipe de Felipão. A desculpa de Arnaldo Tirone, presidente do time paulista, revoltou a torcida: “Ele queria uma cidade que tinha praia”.

Veja também: Frizzo diz que comissão técnica vetou Malouda no Palmeiras

Já envolvendo o São Paulo foram outros dois casos. Dagoberto deixou o Morumbi e nem quis ouvir a proposta salarial palmeirense. Acertou com o Internacional. Enquanto isso, o zagueiro que era do Figueirense Edson Silva optou pelo salário maior pago por Juvenal Juvêncio. César Sampaio só lamenta. Na coletiva de imprensa que abriu a pré-temporada, disse que tentou 27 atletas sem sucesso.

Relembre: Martinuccio contou com intérprete e entendeu contrato palmeirense

A lista tem o outro lado. Se atletas não tão consagrados preferem dizer não para o Palmeiras, outros com currículo recheado ouvem um "não" da diretoria e da comissão técnica. O caso mais recente é o do francês Florent Malouda, do Chelsea, oferecido por um empresário e vetado por Felipão.

Antes, Carlos Alberto também acabou sem acordo. Neste caso, Felipão até queria o atleta e abriu uma exceção para a chegada do meia, ignorando os problemas comportamentais. Uma lesão no quadril impossibilitou a assinatura do acordo. Outro caso foi o "não" do treinador ao chileno Suazo, companheiro de seleção chilena de Valdivia. O atacante já foi sonho de gestões passadas e gerou até campanha a seu favor na internet.

Getty Images
Roque Santa Cruz em ação pelo Manchester City, em novembro de 2010

No ataque, já houve a possibilidade de pintar o paraguaio Roque Santa Cruz. Os altos salários foram o impeditivo. Mesmo caso de Saviola. Outro empresário ofereceu o atacante argentino para o Palmeiras, mas ele teve seu nome prontamente recusado. Ainda no início do ano passado, até o pentacampeão Rivaldo, pela idade avançada, acabou vetado no clube em que já foi ídolo.

Enquanto isso, a torcida clama por nomes que dêem esperanças de um futuro melhor. Tirone resume o seu sentimento lembrando dos tempos em que não era presidente. “O torcedor sofre que nem eu já sofri por muito tempo, durante uns 20 anos. Vou fazer o quê? Estou tentando contratar, mas está difícil”, disse o cartola na coletiva de despedida de Marcos.

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