Decisão impede que votação para mudança do estatuto do São Paulo seja votada apenas entre conselheiros

O presidente Juvenal Juvêncio sofreu um revés em sua tentativa de concorrer a mais um mandato no São Paulo. Nesta quarta-feira, a oposição do clube obteve liminar contra a possível reeleição do mandatário.

"Realmente conseguimos uma liminar resolvendo que o senhor Juvenal Juvêncio está vedado de um terceiro mandato. A assembleia para escolha da reforma estatutária, que eles (situacionistas) queriam, deve ser feita pelos sócios", afirmou o advogado dos opositores, Francisco de Assis Vasconcelos Pereira.

O pedido na Justiça foi feito pelo conselheiro são-paulino, ex-judoca e atual vereador paulistano Aurélio Miguel, em conjunto com outros integrantes da oposição. Portanto, em decisão na 3ª Vara Cível de Pinheiros, a Justiça determinou que o presidente não pode ser reeleito e, se quiser mudar o estatuto do clube, precisa convocar assembleia entre os associados, e não apenas conselheiros. À decisão, ainda cabe recurso.

A disputa pela presidência do São Paulo esquentou desde que o grupo político de Juvenal Juvêncio o definiu como candidato para o próximo pleito, em abril. O problema é que o novo estatuto do clube proíbe que uma pessoa exerça três gestões consecutivas no cargo máximo do clube.

Porém, o mandato anterior de Juvenal Juvêncio foi regido pelas regras anteriores do São Paulo. Somente este segundo período está sob as novas regras. Portanto, o grupo político do dirigente alega que seria a primeira reeleição sob a batuta do novo estatuto.

Apesar de Juvenal ainda não falar oficialmente como candidato, um grupo da oposição se rebelou contra a hipótese. Edson Lapolla, inclusive, já avisou que disputará as próximas eleições.

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