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Oposição manda ao Conselho pedido por eleição direta no Palmeiras

Assinaturas foram recolhidas para que sócios possam votar na eleição presidencial, que seria em novembro

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

A oposição do Palmeiras conseguiu 81 assinaturas de conselheiros e encaminhou para o presidente do Conselho Deliberativo, José Ângelo Vergamini, o pedido para a mudança do estatuto do clube. Entre outras requisições, o documento elaborado pede que a eleição para presidente passe a ser direta, com voto dos sócios, e que o pleito ocorra na segunda quinzena de novembro, e não mais em janeiro.O iG teve acesso ao documento e à lista dos conselheiros que aprovam a mudança.

O artigo 52, no parágrafo "F", que prevê as funções da Assembleia Geral - que é o quórum de associados propriamente dito - sofreria a seguinte alteração:

“Eleger bienalmente, na segunda quinzena do mês de novembro, o Presidente e os Vice-Presidentes da Diretoria Executiva da SEP, dentre as chapas previamente aprovadas pelo Conselho Deliberativo, nos termos do parágrafo segundo do artigo 83 deste Estatuto, os quais serão empossados no dia 15 (quinze) do mês de dezembro do mesmo ano, ou 5 (cinco) dias após a realização da última partida oficial de futebol profissional do Palmeiras, se esse evento ocorrer depois do dia 15 de dezembro”.

Vários nomes que ficaram separados na campanha das últimas eleições voltaram a se unir para que a troca no estatuto aconteça.

Antônio Carlos Corcione, Francisco Busico, José Cyrillo Jr. e Wlademir Pescarmona, que apoiaram Salvador Hugo Palaia em janeiro, assinaram o mesmo papel que Luiz Gonzaga Belluzzo, Savério Orlandi, Gilberto Cipullo e Genaro Marino, que estiveram ao lado de Paulo Nobre, que também assinou. Palaia, aliás, não consta na lista dos que pediram pela alteração.

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Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras, não assinou pedido de mudança no estatuto
Alguns outros nomes que ficaram de assinar o documento não tiveram tempo hábil para participar da mobilização. Isso por que a atual oposição quis elaborar o pedido o mais rápido possível para evitar qualquer articulação da situação para esvaziar o movimento.

Nenhum dos cardeais da atual situação assinou a petição. O presidente Arnaldo Tirone, os ex-presidentes Affonso Della Monica, Mustafá Contursi e Carlos Facchina Nunes, e os vices Edvaldo Frasson, Roberto Frizzo, Walter José Munhoz e Mario Gianini não constam na relação.

A mobilização para que o estatuto sofresse alterações ocorre desde o fim do ano passado. Luiz Gonzaga Belluzzo, então presidente, chegou a ter o documento em mãos, mas preferiu não encaminhar para o Conselho Deliberativo. Um dos nomes que tentaram ajudar o ex-mandatário na mudança foi o do neurocientista Miguel Nicolelis.

Foi nesse momento que conselheiros resolveram assumir a frente da mobilização e começaram a recolher assinaturas por conta própria, assim como o iG revelou no início de fevereiro.

Quais são os próximos passos?
Agora, o presidente do Conselho Deliberativo precisa colocar a mudança do estatuto em votação dos 291 conselheiros. A tendência é que a maioria não aprove a mudança.

Sem a aprovação da maioria dos conselheiros, o pedido passará a ser votado na Assembleia Geral, fórum no qual todos os sócios têm o direito de participar. Para que o estatuto seja alterado, 2/3 dos votantes precisam dizer sim à mudança.

Caso o improvável aconteça e o Conselho Deliberativo aprove a mudança, a Assembleia precisa aprovar com apenas 1/3 dos votantes.

Há uma confiança em que a proposta seja aprovada de qualquer jeito, uma vez que quase todo sócio tem interesse em votar no presidente do seu clube.

Como funciona hoje?

AE
Arnaldo Tirone recebe abraço de Roberto Frizzo, primeiro vice-presidente
Atualmente, apenas os conselheiros têm o poder de eleição no Palmeiras. São 291 que têm o direito do voto. A atual situação conta com cerca de 100 conselheiros que sempre dão apoio. Foi assim durante a “Era Mustafá Contursi” e do mesmo jeito na eleição de Arnaldo Tirone, em janeiro deste ano. O grupo tem uma força muito grande, ainda mais pela expressiva quantidade de conselheiros vitalícios que já foram eleitos por eles. Na última eleição 158 votos colocaram Tirone no poder. Paulo Nobre recebeu 96.

Até por isso grupos da oposição sabem que será muito difícil voltar ao poder dentro do atual formato. A mudança no Estatuto seria um jeito de garantir, se não a saída do atual grupo, um equilíbrio bem maior no próximo pleito.

A expectativa também é de que o número de associados do Palmeiras cresça significativamente. Os torcedores teriam poder de colocar o nome de sua preferência na eleição do seu clube de coração.

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