Trabalhadores tem ido ao terreno oferecer emprego. Contratações serão feitas somente em meados de agosto

O movimento de trabalhadores à procura de emprego tem sido rotina em frente ao terreno onde será construído o Fielzão, em Itaquera . Foi assim nesta segunda-feira, dia que marcou o início das obras de terraplanagem na área que receberá o estádio corintiano. Quem foi até o local atrás de serviço, ouviu da Odebrecht , construtora responsável pela obra, que as vagas só serão abertas em meados de agosto. Durante os mais de 30 meses de trabalho para levantar o estádio, a empresa calcula que duas mil pessoas serão contratadas.

Assistente social da construtora avisa que vagas só serão abertas em agosto
Guilherme Tosetto, iG São Paulo
Assistente social da construtora avisa que vagas só serão abertas em agosto
Só na manhã de segunda cerca de 100 trabalhadores foram ao local onde será construído o estádio à procura de emprego. “Me falaram que ia começar hoje e eu vim ver se tem serviço. Eu esperava pelo menos deixar currículo, mas perdi a viagem”, lamenta Antônio Vieira, que mora em Guarulhos.

O auxiliar de serviços gerais se deparou com um cartaz colado no portão comunicando que a seleção dos trabalhadores não acontecerá em Itaquera. “Em breve virá um comunicado informando o local para a realização do cadastro e seleção dos candidatos”, informa o texto.

Guilherme Tosetto, iG São Paulo
À procura de emprego, trabalhador lê comunicado em Itaquera
Mesmo com o cartaz, Antônio e outros trabalhadores seguiam em frente ao portão aguardando mais informações. Às 11h30min uma assistente social contratada pela  foi falar com eles.

“As contratações serão daqui a três meses, em meados de agosto. Será definido um local onde vocês farão um cadastro para a inscrição e depois ocorre a seleção. Não receberemos currículos aqui”, informava Maria Isabel Rodrigues.

“A gente prefere nem receber currículos porque isso acaba dando esperança para as pessoas. Elas vão para casa e ficam rezando, acreditando que a vaga vai sair”, afirma a assistente social.

No trabalho de terraplanagem, que começou nesta segunda-feira, no máximo 30 pessoas serão contratadas. O engenheiro responsável pela obra, Frederico Barbosa, calcula que o pico de pessoas empregadas ocorrerá daqui a 15 meses, quando 1500 pessoas estarão trabalhando.

“Normalmente isso ocorre na metade do projeto. A mão de obra costuma crescer gradativamente até lá”, informou Barbosa.
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