Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Omissão da diretoria agrava crise no Flamengo e R10 pode não embarcar

Assis, irmão e empresário de Ronaldinho, não garante que craque viajará para Bolívia na segunda, enquanto clima no elenco piora a cada dia

Vicente Seda, enviado iG a Londrina |

Enquanto a diretoria do Flamengo parece totalmente concentrada nas novelas de contratações que, pelo menos até o momento, terminaram em fracasso, a omissão em relação ao elenco que faz puxada pré-temporada em Londrina parece ter tirado de vez a paciência dos jogadores. A insatisfação não passa apenas pelo grupo. Vanderlei Luxemburgo é dos mais irritados. O único dirigente que acompanha a delegação, o diretor executivo de futebol, Luiz Augusto Veloso, se recusa a dar entrevistas. Sem ninguém da diretoria para se posicionar perante os jogadores, a crise se agrava a cada dia.

Leia também: Flamengo faz pré-temporada a custo zero e ainda sairá com trocado

Vicente Seda
Ronaldinho exibe cansaço após treino do Fla em Londrina. Craque está insatisfeito com atrasados
Os motivos dos problemas são muitos. Se a diretoria ainda se esforça para conseguir R$ 6,8 milhões para concretizar o pagamento da primeira parcela por Thiago Neves, mesmo com as notícias de que o meia já está acertado com o Fluminense, os jogadores que estão na pré-temporada se perguntam qual é o esforço que está sendo feito para quitar direitos de imagem e luvas em atraso. Mas não há ninguém com poder de decisão para responder a pergunta em Londrina. Caso mais grave é o de Ronaldinho Gaúcho, que não recebe 75% do seu salário, que deveria ser pago pela Traffic, há cinco meses, uma dívida que chega a R$ 3,75 milhões.

Leia mais: Fla não desiste diante de notícias de acerto de Thiago Neves

Normalmente de sorriso fácil, o camisa 10 não vem mostrando os dentes nos últimos treinamentos, tampouco ensaiando dancinhas. Canta músicas com parceiros no elenco ironizando a situação. Luxemburgo ouve, não gosta, mas pouco pode fazer a respeito por saber que a cobrança tem motivo. Em entrevista ao iG, o empresário de Ronaldinho, Assis disse não querer acirrar a polêmica, mas reconheceu que a situação é complicada. A crítica à demora na solução do impasse com a Traffic foi inevitável.

Vicente Seda/iG
Luxemburgo cobra muito dos jogadores e vê questões extra-campo interferirem no trabalho
“Isso já dura um ano, até agora não assinaram esse contrato e o Ronaldinho está sem receber a maior parte do salário há cinco meses. Não houve ainda qualquer ação de marketing, qualquer planejamento nesse sentido, simplesmente porque não conseguem resolver essa situação. O que posso dizer é que não podemos esperar mais um ano. É preciso que alguém defina isso”, afirmou Assis que, indagado sobre a possibilidade de Ronaldinho não embarcar para o período de adaptação em Sucre, na segunda-feira, se esquivou. “Não posso responder isso agora, me ligue na segunda-feira”.

Leia ainda: Vice jurídico usa estadia em Londrina para acalmar Ronaldinho

O contrato entre Flamengo e Traffic era para ter sido assinado no último dia 9, o que não aconteceu. Apenas na quarta-feira, o vice jurídico Rafael de Piro enviou o documento revisado à empresa, com “observações pontuais”. Segundo de Piro, não seriam necessárias novas alterações e o caso deveria estar resolvido na sexta-feira, o que também não ocorreu. A próxima segunda-feira parece ser o dia decisivo para encerrar o problema ou tornar a situação ainda mais drástica. O Flamengo deverá fazer um treino em São Paulo, embarcando em seguida para Santa Cruz de la Sierra. Caso o contrato não seja assinado, a possibilidade de Ronaldinho não embarcar para a cidade boliviana já causa temor em membros da comissão técnica.

Leia também: Pivôs da crise por atrasos de direitos de imagem e luvas amenizam polêmica e pedem unidade no Flamengo

Para piorar o quadro, a insatisfação com o vice de finanças Michel Levy cresce rapidamente. Em vez de apontar uma solução para os direitos de imagem e luvas atrasados, chamou os jogadores de marqueteiros. Luxemburgo não gostou, tomou a frente e defendeu o elenco, mas se viu sem respaldo da presidente Patrícia Amorim, a quem também tentou proteger. O técnico não esconde a preocupação com a falta de reforços – até o momento só foram apresentados Magal e Itamar – e o pior é que, com o desfecho negativo das novelas por Vágner Love e provavelmente também por Thiago Neves, é a ausência de opções do mesmo nível para contratar.

Sobre o caso de Neves, Levy também vem sendo criticado internamente por ter deixado para negociar com os árabes só em dezembro, sendo que o clube, em vez de cumprir o que fora acordado no empréstimo do jogador, perdeu o prazo para prioridade de compra e resolveu alterar o parcelamento, o que desagradou o Al Hilal. A segunda-feira também parece ser decisiva no caso. O Fluminense pode fazer o anúncio oficial da contratação do meia. Na Gávea, ainda há fé de que o depósito de R$ 6,8 milhões garantirá a permanência de Thiago Neves. É o dia em que se saberá se a crise será amenizada ou se tornará insustentável.

Leia tudo sobre: FlamengoRonaldinho GaúchoR10Londrina

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG