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Obras e interdições deixam a cidade-sede Fortaleza sem estádio

Castelão está sendo reformado para Copa do Mundo 2014 e outros estádios estão em reforma ou sem laudos. Opção é cidade pequena

Daniel Aderaldo, iG Ceará |

Os cinco estádios de futebol que Fortaleza possui estão indisponíveis para as partidas do Campeonato Cearense. Duas das principais arenas estão em reforma e outras três de menor porte foram interditadas e não podem receber torcedores. Com a greve dos operários da construção civil de Fortaleza, o andamento da obra já em fase de conclusão do Estádio Presidente Vargas (PV) foi prejudicado. De acordo com o titular da Secel (Secretaria de Esporte e Lazer de Fortaleza), Evaldo Lima, cerca de 80% operários cruzaram os braços na terça-feira (19 de abril).

O PV é de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Fortaleza e está em obras desde fevereiro de 2008. A previsão de entrega já foi adiada diversas vezes pela prefeita Luizianne Lins (PT). A arena tem capacidade para 20 mil pessoas e fica distante apenas quatro quilômetros do centro da cidade.

A reportagem do iG esteve no local no início da tarde desta terça. Havia poucos trabalhadores no estádio e o trabalho parecia estar interrompido. Para o secretário do Esporte, a situação vai se agravar se a greve continuar por um tempo mais longo. Pelo cronograma, o estádio deveria ser entregue aos torcedores ainda em abril. Como Fortaleza é cidade-sede da Copa do Mundo de 2014, o estádio Castelão - principal do Ceará - está interditado há um mês para obras de reforma e ampliação e só deve ficar pronto em dezembro de 2012. A obra é de responsabilidade do Governo do Estado.

Sem dispor de seus dois maiores estádios, resta aos clubes da capital jogarem as partidas em suas arenas (menores) ou fora da cidade. O problema é que o estádio Alcides Santos, do Fortaleza, e o Elzir Cabral, do Ferroviário, foram interditados pelo Ministério Público do Estado por estarem com laudos técnicos para funcionamento vencidos.

O único campo oficial que está recebendo jogos em Fortaleza é o Carlos de Alencar Pinto, do Ceará. O local tem capacidade para três mil torcedores, mas a próxima partida será disputada com portões fechados, por questão de segurança, já que o clube não possui laudo do Corpo de Bombeiros para receber o público. O Fortaleza, que joga nesta quinta-feira (21 de abril) contra o Guarany de Sobral, e detém o mando de campo, irá atuar no estádio Domingão, localizado no município de Horizonte, região metropolitana de Fortaleza - o Horizonte, clube da cidade que disputa a Copa do Brasil, receberá no local o Flamengo, na próxima semana.

A Federação Cearense de Futebol calcula os prejuízos financeiros causados pela carência de estádios de médio e grande porte. De acordo com o presidente da entidade, Mauro Carmélio, o Campeonato Cearense do ano passado rendeu R$ 4,8 milhões. Faltando duas rodadas para o quadrangular final, a arrecadação com venda de ingressos só chegou a R$ 3,6 milhões. “Com certeza não vamos alcançar a cifra de 2010”.

As condições em que será disputada a final do campeonato também preocupa. O estádio Domingão, em Horizonte, só acomoda 10 mil torcedores. Para Mauro Carmélio, o número reduzido de torcedores, além de causar prejuizos econômicos, diminui "a beleza do espetáculo". Pela Séria A do Campeonato Brasileiro, o Ceará enfrenta em casa o Vasco no dia 21 de maio. Se até lá o PV não estiver pronto, o clube terá que atuar fora de Fortaleza.
 

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