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Greve deixou obras do estádio paralizadas por 19 dias. Operários reivindicavam melhores condições de trabalho

Márcio Neves, Divulgação
Diretores da OAS e da Grêmio Empreendimentos vistoriaram as obras
As quase três semanas de paralisação dos operários não atrasaram as obras da Arena do Grêmio . De acordo com a OAS, construtora responsável pelo projeto, 18,70% do novo estádio saiu do papel e começou a mudar a paisagem do bairro Humaitá, em Porto Alegre. A previsão para março era ter concluído 18,66%.

Os números foram apresentados, na manhã desta quinta-feira, após a imprensa ser convidada para visitar as obras. Diretor da OAS, Eduardo Pinto explicou o que foi feito para evitar contratempo com a greve dos trabalhadores :

“Há partes do processo que são feitos fora daqui. Os pré-moldados, por exemplo. Além disso, estávamos adiantados e, por isso, estamos na frente”.

Quem caminha pelo canteiro de obras não consegue visualizar que o que se faz ali é um futuro estádio de futebol. Até agora, apenas a fundação do solo pode ser observada. É o primeiro passa para erguer as arquibancadas. A Arena terá capacidade para 54 mil pessoas.

“Dentro de dez meses a obra terá cara de estádio”, previu Eduardo Pinto.

Pelo balanço da OAS, 60% das estacas já foram instaladas no primeiro dos seis níveis da construção. Enquanto a construção está em andamento, a Grêmio Empreendimentos, empresa que gerencia a obra, projeta levar ao mercado o plano comercial do novo estádio. A ideia é vender camarotes e cadeiras.

“O planejamento de negócios está avançado. Será tudo feito em parceria”, disse Eduardo Antonini, presidente da Grêmio Empreendimentos.

Pela contrapartida de construir o estádio, previsto para ser entregue no final de 2012, a OAS irá explorar o estádio por 20 anos. A Arena será usada como campo de treinos para a Copa de 2014 – o Beira-Rio foi o estádio escolhido pela Fifa em Porto Alegre. O Grêmio espera que a sua nova casa seja usada na Copa das Confederações um ano antes.