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Um dos principais destaques do time no Brasileirão 2010, volante diz que troca de treinadores atrapalhou equipe

Mesmo tendo terminado as sete primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro na liderança ao lado do Corinthians, o elenco do Ceará nunca se iludiu. Segundo o volante Michel, o objetivo sempre foi claro: fugir do rebaixamento.

"A gente pensava jogo a jogo. Série A só tem pedreira. Estavamos conscientes. Queriamos o máximo de pontos possíveis para nos distanciar do pessoal de baixo. O pensamento era fazer 45 pontos para fugir do rebaixamento", contou o volante.

O que impediu o Ceará de pensar mais alto foi a troca constante de treinadores. Após a parada para a Copa do Mundo da África do Sul, o Ceará contratou Estevam Soares para substituir Paulo César Gusmão, que havia aceitado proposta melhor do Vasco. Foram apenas seis jogos pelo Brasileirão, e um desempenho pífio de três empates e três derrotas.

Segundo Michel, o que mais atrapalhou foi a tabela. Nesse período, o Ceará enfrentou times como Corinthians, Palmeiras, Internacional e São Paulo. "Ele não mudou muito, mas os resultados não estavam vindo.Foi uma sequência muito pesada. Só time grande", justificou.

O sucessor de Estevam foi o gaúcho Mário Sérgio, que também não teve boa passagem. Um de seus expedientes foi mudar a formação que fez o Ceará conquistar o acesso à primeira divisão em 2009, após 15 anos na Série B. O comandante quebrou o trio de volantes formado por Michel, Heleno e João Marcos. "Ele tentou mudar, mas tomávamos muito gol. A marcação era frouxa", lembrou.

Mário Sérgio também comandou o clube de Fortaleza em seis partidas e teve um aproveitamento pouco melhor, pois ao menos conseguiu vencer o Grêmio, em casa. Foram mais quatro derrotas e um empate. Ele foi substituido por Dimas Filgueiras, que está à frente do time até o momento.

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