Atacante diz que eliminação na Libertadores não diminuirá o respeito dos adversários pelo atual campeão

Para Rafael Moura , as saídas do técnico Muricy Ramalho , do ex-vice-presidente de futebol, Alcides Antunes , e, principalmente, a crise política que tumultuou os bastidores das Laranjeiras e respingou no departamento de futebol foram as principais razões do insucesso do Fluminense no primeiro semestre de 2011. Porém, apesar de todos esses problemas, o atacante afirma que a eliminação na Libertadores para o Libertad já faz parte do passado e que o clube lutará pelo tetracampeonato brasileiro.

“Depois da desclassificação é fácil arrumar desculpa de perdedor. Mas teve a saída do treinador, do vice-presidente, tudo isso afeta em campo. Não colocamos a culpa em ninguém. Temos um grande elenco, mas não conseguimos conquistar bons resultados em sequência. Independentemente de tudo isso, temos de ser respeitados porque somos os atuais campeões brasileiros. Os outros clubes não mudarão o respeito por nós por conta da eliminação na Libertadores, e acho que o Fluminense é o time a ser batido”, afirmou Rafael Moura.

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Uma das razões para o entusiasmo de He-Man é a chegada do técnico Abel Braga. Criado no clube, o treinador voltará às Laranjeiras após seis temporadas respaldado por um currículo vitorioso, que inclui a Libertadores e o Mundial Interclube com o Internacional, em 2006.

“O Abel é um grande treinador. Alguns jogadores já trabalharam com ele em 2005, nos passaram boas referências e espero que ele chegue o mais rápido possível para implantar seu estilho de jogo e nos ajudar”, disse.

Mesmo considerando o Fluminense o time a ser batido no Brasileiro, o atacante elogiou os candidatos de sempre, como Santos , São Paulo , Internacional e Cruzeiro , e aposta numa competição ainda mais difícil e equilibrada do que em 2010.

“O Campeonato Brasileiro é o mais complicado do mundo. Temos um grupo experiente e muito bom em todas as posições, mas algumas equipes continuam se reforçado com o retorno de alguns jogadores ao país. São 38 rodadas, existem os problemas de lesões, de cartões e por isso um bom elenco faz a diferença”, explicou Rafael Moura, que também criticou os boatos sobre os problemas de relacionamento que haveria no grupo.

“Temos que acabar com essas picuinhas. O grupo o Fluminense é bom e experiente. Claro que nem todos os jogadores serão amigos. Numa sala de aula de 40 alunos nem todos são amigos. A amizade se conquista com o tempo, o que tem de haver é respeito”, concluiu.

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