Time mineiro congestionou o meio-campo e anulou jogo aéreo dos paulistas com zagueiros altos

O Cruzeiro conseguiu o que nenhum adversário ainda havia feito nesse Brasileirão: vencer o Corinthians , que estava invicto na competição. Os números da partida mostram a estratégia armada pelo técnico Joel Santana , congestionando o meio-campo com mais um jogador e obrigando o time de Tite a cruzar muitas bolas na área.

O Corinthians teve maior posse de bola na partida (60%, contra 40% do Cruzeiro). Todavia, quando a bola esteve nos pés dos jogadores alvinegros, eles não conseguiam penetrar na defesa cruzeirense. O comparativo por setor mostra que 51% do tempo a bola esteve no meio-campo, com apenas 19% de presença no ataque do Corinthians. Os dados são do Footstats e estão disponíveis no aplicativo iG Esporte para iPhone e iPad.

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A explicação pode ser encontrada na escalação do Cruzeiro. O técnico Joel Santana tirou um atacante e promoveu a entrada de mais um armador na equipe, deixando Wallyson isolado na frente. Com cinco meio-campistas (Fabrício, Marquinhos Paraná, Everton, Roger e Montillo) ficou mais fácil anular as jogadas criadas pelo adversário, que tinha quatro jogadores no setor (Ralf, Paulinho, Danilo e William).

Os números da partida mostram também que o Corinthians abusou das jogadas aéreas. Foram 31 cruzamentos na área cruzeirense, contra apenas oito dos mineiros. Parecendo adivinhar qual seria a opção do Corinthians, Joel Santana escalou uma zaga mais alta, com Gil (1,90m) e Naldo (1,88m). O segundo venceu uma disputa nos treinos com Léo, que é mais baixo (1,84m) e não é tão eficaz no jogo aéreo.

O “ferrolho” criado por Joel Santana foi consagrado com a eficiência de Wallyson no golaço marcado da intermediária. Enquanto o Corinthians chutou 17 vezes à meta de Fábio, o Cruzeiro finalizou cinco vezes e marcou o seu gol. null

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