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Número 10 de Dinamite e Edmundo faz história com Diego Souza

Na chegada ao clube, meia recebeu intimação do presidente do clube para honrar a tradição da camisa

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Quando Diego Souza foi apresentado em São Januário , dia 3 de março, o meia ouviu do presidente do Vasco , Roberto Dinamite, que a camisa 10 deveria ser honrada. O dirigente é ninguém menos que o maior ídolo e maior artilheiro da história do clube. Diego vinha de uma temporada irregular no Atlético-MG , logo criou-se o suspense: será ele capaz, pelo menos, de repetir o que fez Edmundo, o último jogador a se destacar com a histórica camisa? 

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O começo foi de paciência. Apesar do gol na estreia, contra o Botafogo , Diego alternou bons e maus momentos. Chegou a ser contestado por Ricardo Gomes e a perder a posição . Mas soube dar a volta por cima. Antes, porém, viveu a primeira lua de mel com a torcida, nas finais da Copa do Brasil. Foi decisivo contra o Avaí no Rio e em Florianópolis e ajudou na conquista inédita do título nacional

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Na ocasião, Gomes e Dinamite rasgaram elogios ao meia . “Diego foi muito bem. Ele jogou o que se espera dele. Desequilibrou no momento certo, estamos orgulhosos. Foi atuação digna de um camisa 10 que o torcedor do Vasco espera”, comentou Roberto, à época, reiterando a opinião de que o meia tinha condições de ter às costas a numeração que ele, quando jogador, eternizou.

"Eu vejo no Diego esse atleta com potencial de vestir a camisa 10 do Vasco, uma camisa de muita responsabilidade. Acredito que ela estará bem representada".

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Diego Souza começou a partida a mil. Logo aos 12 minutos, o meia, em posição irregular, matou a bola no peito e emendou uma bicicleta no travessão de Fábio.
Em 36 jogos com a camisa do Vasco, Diego Souza balançou a rede dez vezes. Depois das atuações decisivas na Copa do Brasil, o meia roubou a cena na vitória de 2 a 0 sobre o Santos , em São Januário, quando marcou um gol e ofuscou o promissor Neymar. Contra o Grêmio, na goleada de 4 a 0 , foi novamente o nome do jogo. 

As boas exibições lhe renderam nova oportunidade na seleção brasileira . Domingo, após a vitória de 3 a 0 sobre o Cruzeiro , ele seguiu direto para Belém, onde o Brasil enfrenta a Argentina, na quarta-feira. A última vez em que vestiu a camisa amarela foi em 2009, ainda com Dunga no comando da seleção. Diego enfrentou a Bolívia, em La Paz. O Brasil perdeu por 2 a 1 e ele jamais foi chamado novamente. Nem por Dunga, nem por Mano.

Somente agora, quando desequilibra novamente, terá outra chance. Na quinta-feira, o Vasco empatou com o Atlético-GO em 1 a 1 . Diego não teve uma atuação brilhante, mas foi o autor do gol cruzmaltino. Feliz com a convocação, o meia dividiu o mérito com os companheiros. 

"Fiquei muito feliz quando vi meu nome na lista. Não tem como descrever a emoção de ser chamado para vestir a camisa da seleção brasileira. Logo após o anúncio, vários jogadores vieram ao meu quarto me parabenizar", disse Diego Souza.

Nas últimas décadas, o Vasco teve jogadores que fizeram história com a camisa 10. Roberto Dinamite foi o maior deles. Depois, veio Edmundo. O Animal passou pelo clube em cinco oportunidades (92, 96, 99, 2003 e 08), marcando 79 gols em 129 partidas. Depois dele, Juninho Paulista honrou a camisa no fim dos anos 90. Na década seguinte, Morais, hoje no Corinthians, tentou, sem sucesso, fazer história. Bem como Léo Lima. Diego, pelo menos, já conquistou um título de expressão.

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