Apresentado à comissão técnica, Sandro Lima diz que Fluminense buscará fontes de receitas alternativas

Finalmente o novo vice de futebol do futebol do Fluminense, Sandro Lima, foi apresentado à comissão técnica nesta quarta-feira . Acompanhado do presidente Peter Siemsen, ele conheceu as instalações do departamento que irá comandar e depois falou com a imprensa. Além de explicar que a demora em aceitar o cargo se deu por problemas políticos e para não tirar o foco do time nas disputas do Carioca e da Libertadores, o dirigente adiantou que Celso Barros seguirá investindo no futebol e que o clube buscará fontes de receitas alternativas sob a forma de patrocínio, hoje exclusivo da Unimed.

“Celso sempre investiu e vai continuar investindo no Fluminense . Ele vai nos ajudar no que for necessário. Mas temos um departamento de marketing que também vai trabalhar para buscar novas receitas. Vamos buscar uma alternativa sim, para pagar salários em dia e contas em geral, porque é difícil equilibrar as despesas”, disse Sandro Lima.

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Após abrir mão da vice-presidência de esportes olímpicos do clube para poder assumir a nova função, Sandrão prometeu anunciar o nome de um diretor executivo de futebol num prazo de 30 dias, mas descartou Rodrigo Caetano, atualmente empregado no Vasco. Sem o preferido de Celso Barros no páreo, os mais cotados para assumir o cargo são o ex-jogador Jamelli e Alexandre Faria, que trabalhou no clube em 2009.

“O mercado está muito escasso, mas esses são nomes fortes. O Alexandre Faria já esteve no clube e foi o responsável pelas contratações de Fred, Mariano e Gum. O trabalho dele foi interrompido devido aos resultados”, declarou Sandro, que não parece assustado com a crise política tricolor.

"Quando você trabalha em um clube grande e não consegue os resultados, é isso mesmo. Tem que estar preparado para a crise”, reconhece o novo vice de futebol.

Mas Sandro Lima espera não conviver com ela tão cedo. Indicado para o cargo pelo presidente Peter Siemsen, ele pretende adotar uma estrutura de trabalho diferente de seu antecessor Alcides Antunes, que era mais centralizador e que jamais contou com a ajuda de um diretor executivo.

“Queremos implantar uma nova gestão no Fluminense. A idéia é profissionalizar o departamento de futebol e fazer uma interação entre a equipe profissional e a base do clube, em Xerém. Não estou dizendo que o modelo anterior estava errado, até porque o Alcides Antunes foi campeão dessa maneira várias vezes. Mas eu não gosto de trabalhar sozinho”, explicou o dirigente.

Sandro Lima está tão certo que esse é o melhor caminho a ser percorrido, que nem mesmo sua ligação com os esportes olímpicos e sua pouca experiência no futebol não o preocupam.

“Esporte é esporte, atleta é atleta. Hoje não existe mais amadorismo, todos são profissionais. A essência do Fluminense é o futebol, e sei da minha responsabilidade do meu cargo. E não vejo essa questão de falta de experiência no futebol como um problema. Gerência é gerência”, afirmou o ex-atleta do Fluminense.

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