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Novo médico e meias de avó salvam carreira de Ronaldo

Alexandre Galeno detectou variz na perna esquerda do atacante corintiano, que passou a usar meias elásticas sob os meiões nos jogos

Gazeta Esportiva |

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Mais um médico entrou para a extensa lista de profissionais que ajudaram a prolongar a carreira de Ronaldo. No início de outubro, Alexandre Galeno foi chamado às pressas para tentar solucionar um problema que já ameaçava adiantar a aposentadoria do astro do Corinthians. E diagnosticou o que ninguém antes havia notado na perna esquerda do seu mais famoso paciente: dilatação venosa, popularmente conhecida como variz (varizes, no plural).

A história foi contada com exclusividade por Galeno nesta terça-feira, na clínica onde o profissional trabalha. Consultor médico dos quatro grandes clubes de São Paulo desde 1997, ele não tinha registros de um caso semelhante ao longo de toda a sua trajetória.

"Nunca vi nada igual. O problema do Ronaldo foi raríssimo. Se fosse um coitadinho e não o 'Fenômeno', o cara certamente teria abandonado o futebol", afirmou o especialista em ultrassonografia do sistema músculo esquelético, contratado pelo Corinthians por seu feito com Ronaldo.

De tão impressionado com o caso, Galeno cogita até escrever um artigo médico sobre o assunto. O mais curioso, no entanto, é que a solução para a lesão não foi nada complexa. Depois de consulta com o também médico Jorge Kalil, conselheiro do Corinthians e perito no tratamento de varizes, Ronaldo passou a jogar com meias elásticas de compressão sob os seus meiões. "É incrível: umas meias dessas, porcarias de nylon, podem ter salvado o Ronaldo. São os tipos de meias que a minha avó usa", sorriu Galeno.

As "meias de avó" conseguiram um verdadeiro milagre se for levada em consideração a trajetória de Ronaldo em 2010. Com seu novo traje de trabalho, o atacante disputou os últimos cinco jogos do Corinthians no Campeonato Brasileiro sem ser substituído. Nesta temporada, ele participou de somente 24 partidas e ficou fora de 41 (em uma delas, para aprimorar o seu condicionamento físico; em outras cinco, porque foi poupado; em seis, por contusão na coxa; e, em 29, por lesões no púbis e na panturrilha).

Méritos divididos
Os problemas na panturrilha de Ronaldo já pareciam solucionados muito antes de o Corinthians contratar Alexandre Galeno. A cada vez que o atleta realizava testes para voltar a jogar, contudo, as dores reapareciam. Foi então que Joaquim Grava decidiu recorrer ao seu colega. "Esse diagnóstico era muito difícil de fazer. Ninguém é culpado de nada, pois não dá para detectar com o Ronaldo parado. Sem se mexer, ele estava bem. A dilatação venosa incomodava quando ele corria", explicou Galeno.

O agora integrante do departamento médico do Corinthians fez questão de dividir os méritos de sua descoberta. "O clube tem profissionais altamente capacitados, como o Joaquim Grava e o fisioterapeuta Bruno Mazzioti. A estrutura também é inigualável, mesmo para os padrões europeus. Não seria possível diagnosticar o Ronaldo em outro lugar", discursou Galeno, que aproveitou a academia do novo CT corintiano para realizar o seu diagnóstico.

"O atleta me explicou que sentia dores cinco minutos depois de começar a se exercitar. Por isso, achavam que era muscular. Fizemos um exame em repouso e outro depois de ele usar a esteira. Tive uma luz na hora. O Ronaldo é iluminado."

Ponto em comum
Torcedor corintiano, Alexandre Galeno conseguiu um emprego no clube de coração depois do sucesso das meias de nylon receitadas para o jogador. Também começa a aparecer mais para o grande público - esta foi apenas a segunda entrevista que ele concedeu desde que passou a tratar atletas de futebol, há mais de uma década.

À vontade no Corinthians, levou recentemente a filha de 7 anos para conhecer Ronaldo e outros ídolos no CT Joaquim Grava, no Parque Ecológico do Tietê. Não chegou a se tornar amigo do atacante, porém já possui um ponto em comum com o paciente. "Vê essa veia dilatada na minha perna?", perguntou, erguendo a calça social. "É mais ou menos o mesmo problema que o Ronaldo teve. No meu caso, foi por ficar muito tempo em pé."

Ronaldo é constantemente criticado por sua forma física. Em março deste ano, o ex-técnico do Corinthians, Mano Menezes ainda afirmou que "Ronaldo fumou a vida inteira". Ainda assim, Galeno diz acreditar que o problema do "Fenômeno" tenha sido em decorrência de uma pancada. "Não acho que seja sobrepeso. Provavelmente, foi um trauma direto, mas é apenas uma suposição", comentou Galeno.

O atacabte não deverá se submeter a nenhuma cirurgia para acabar com a sua dilatação venosa. Nem precisará jogar por tanto tempo com as suas meias de nylon, de acordo com Galeno. O desejo de encerrar a carreira apenas no final de 2011, portanto, não está comprometido. "Se o Ronaldo quisesse, ele atuaria por muito mais tempo do que isso. Passaria dos 40 anos em atividade, tranquilamente. É um cara forte, com estrutura física para suportar. O problema é que, na vida, tudo cansa", comentou o médico.

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