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Novo estatuto do Santos é aprovado e muda regime político do clube

Com a aprovação, o Santos passa a ser comandado por um Conselho Administrativo, formado por nove pessoas

Samir Carvalho, iG Santos |

Samir Carvalho
Associados aprovaram o novo estatuto do clube
Os associados aprovaram em votação neste sábado o novo estatuto do clube, que modifica o regime político do Santos. Com a aprovação, o clube passará a ser comandado por um Conselho Administrativo, que será formado pelo presidente (Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro), o vice-presidente (Odílio Rodrigues) e o mais sete investidores do Grupo Guia (Gestão Unificada de Inteligência e Apoio ao Santos Futebol Clube).

A eleição foi realizada por voto aberto, e o novo estatuto foi aprovado com larga vantagem. 1.052 associados votaram a favor e apenas 109 optaram pela não mudança do regime. Em todas as urnas era visível a vantagem pela aprovação do novo estatuto, que entra em vigor em janeiro de 2011.

Com a mudança do novo estatuto, o presidente do Santos passa a ter menos poder para administrar o clube, já que as decisões serão tomadas em um regime ‘parlamentarista’. “O conselho de administração só pode tomar decisões com presença de, no mínimo, cinco membros, e por maioria simples de votos”, cita o artigo 62 do estatuto.

A eleição começou às 11h (de Brasília), com atraso, pois o inicio estava previsto para as 10h (de Brasília). O pleito ainda foi conturbado, já que o advogado Mario Mello, ex-diretor jurídico do clube, pediu a palavra para protestar contra a eleição, mas deixou o palco vaiado pelos conselheiros favoráveis a mudança do estatuto.

Samir Carvalho
Estatuto foi aprovado com folga nas urnas
Mario Mello disse que a eleição foi organizada de modo irregular, e ainda pediu para que a votação fosse feita por artigos. O clube alega que a eleição respeitou as normas do antigo estatuto, além de estar alinhada ao código civil.

Um dos fatores que preocupam a oposição do clube é a criação das Embaixadas, que são sub-sedes colocadas em outras regiões. Isso porque, os conselheiros do clube temem problemas de fraudes nas próximas eleições do clube, devido à votação que poderá ser feita distância.

Por outro lado, o estatuto tem artigos favoráveis, como a prevenção ao continuísmo, fato que aconteceu com ex-presidente Marcelo Teixeira, que comandou o clube durante dez anos. No novo estatuto será permitida apenas uma reeleição.

Reveja as principais mudanças do novo estatuto

Os dirigentes do Santos não poderão emprestar dinheiro ao clube.

Se decidido pelo Conselho, as eleições também poderão ser realizadas por correio ou internet.

O Santos terá definido o uniforme branco como o principal da equipe. O estatuto atual não define nenhum uniforme como o principal.

O órgão executivo do clube será o Comitê de Gestão, formado por um presidente e um vice, eleitos em Assembleia Geral. Eles escolherão sete pessoas, que atuarão no Comitê como diretores.

Os cargos de membros do Conselho serão decididos por proporcionalidade. Isso significa que a porcentagem alcançada por uma chapa na votação será a mesma que ela terá direito dentro do Conselho.

A Vila Belmiro terá o endereço "Rua Princesa Isabel, s/nº" em vez de possuir o número "77", adotado na administração anterior

Haverá as embaixadas do Santos, representações dos sócios do clube com, no mínimo, 100 integrantes, em qualquer local. Nelas, serão realizadas campanhas sociais, captação de novos associados, entre outros.

Para adiantar receita da próxima administração, o presidente deverá pedir autorização para o Conselho Deliberativo. Hoje não há impedimento.

O mandato do Comitê de Gestão e do Conselho Deliberativo será de três anos e só será possível uma reeleição.

A sede do clube não poderá ser alterada de Santos. No estatuto atual, ela pode ser transferida.

 

 

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