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Novela com Fla apaga Kleber em campo. Atacante nem comemora gols

Atacante do Palmeiras finaliza e desarma menos, vive seca de gols e nem comemora com companheiros

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

Kleber , atacante do Palmeiras , não é mais o mesmo. Se nos jogos logo após a novela com o Flamengo o atacante não se mostrou tão abalado , meses após o imbróglio o camisa 30 deixa transparecer que não está satisfeito no clube, tanto nas suas declarações como nas estatísticas que coleciona dentro dos campos. O jogador nem mesmo comemora os gols de seus companheiros.

O iG assistiu a cada gol marcado pelo Palmeiras no Brasileirão e notou que Kleber vibrou em apenas dois deles: contra o Figueirense, fora de casa, quando Maurício Ramos balançou as redes, e contra o Bahia, no Canindé, quando seu parceiro de concentração, Valdivia, abriu o placar. O jogador deixou de vibrar em 11 ocasiões, até mesmo nos clássicos contra São Paulo e Corinthians, jogos em que normalmente os atletas ficam mais envolvidos ( veja o vídeo do dérbi abaixo ). Antes da novela, o camisa 30 comemorou todas as vezes em que o time marcou.

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Kleber não marca gol pelo Palmeiras no Brasileirão desde o dia 19 de junho, quando sua equipe venceu o Avaí por 5 a 0. A alegria daquele jogo, no entanto, deu lugar aos ataques ao presidente Arnaldo Tirone logo após a partida, cobrando mais reconhecimento. Depois disso, balançou as redes uma vez, mas foi pela Copa Sul-Americana, contra o Vasco, quando comemorou o gol junto à organizada palmeirense para abafar a polêmica sobre ele ser corintiano durante a infância .

Não por acaso, Kleber busca bem menos o gol. O Footstats, que também tem aplicativo para iPad e iPhone , mostra que o atacante finalizou seis vezes de maneira certa nos cinco jogos antes da proposta flamenguista. Depois disso, foram apenas oito tentativas em 14 jogos. Ou seja, a média antigamente era de 0,83 por jogo e, agora, é de 0,57. Em tom crítico, ele prefere culpar os companheiros pela queda de rendimento.

“O Palmeiras sente muito a falta de um armador, do Valdivia. E temos o Carmona, que é muito técnico, no banco. Eu não recebo uma bola dessa que enfiei para o Maikon Leite faz muito tempo, por isso voltei bastante para ajudar, para armar o time. A gente conversa com o Felipão e entende que não tem meia”, disse Kleber, que também usou os microfones para cornetar o ambiente da equipe.

“Algumas coisas no Palmeiras me deixam chateados, algumas coisas vazam muito fácil. Coisas que nos faz ficar um pouco triste. Pensei que era o Palmeiras de 2008, mas não é a mesma coisa esse Palmeiras de 2011”.

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O estilo guerreiro de Kleber em 2008 e antes da novela com o Flamengo também não está mais em Kleber de 2011. Nos cinco primeiros jogos, o camisa 30 deu 12 desarmes, ajudando bastante a sua equipe. Depois disso, mesmo “voltando mais para marcar”, deu os mesmos 12 desarmes, mas em 14 jogos. A média que antes era de 2,4 foi para 0,85.

Kleber também foi desfalque em mais ocasiões. Após declarar que não jogaria mais se tivesse apenas uma dorzinha, o atacante passou a ser bem mais tratado pelo departamento médico, que, por vezes, nem entendia o motivo do atacante ainda estar ali. Prova disso é que o jogador chegou a fazer exame em clínica particular para provar que ainda estava machucado.

Disse que mostraria a todos que estava “quebrado”, mas ficou só na ameaça. Antes da novela, o Palmeiras fez 34 jogos e ele foi desfalque três vezes por lesão e duas vezes por suspensão. Depois, foram 23 jogos, com cinco jogos de lesão e uma vez por suspensão. Ou seja, antes da novela ele jogou em 86% das ocasiões. Depois, em 74%.

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Kleber tem sofrido bem mais lesões


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A queda na participação pode ser decorrente do pensamento em só “cumprir os jogos que tem em 2011”, ignorando seu contrato com o Palmeiras, que vai até 2015. A entrevista foi concedida para a rádio 105 FM.

“Não desanima, mas eu penso no esforço que eu fiz para vir. Penso no torcedor, que pega no pé, mas entendo que não tem título. A gente tem que correr e lutar por isso aí. A gente fica triste e faz a gente repensar muito em algumas coisas. A gente sabe que o Felipão tem muito desgaste e que não precisava. A gente tem que esquecer, faltam 15 rodadas, vou me matar, como eu sempre fiz e pensar em ir para a Libertadores”, disse Kleber, que ainda rebateu o rótulo de mercenário.

“Em relação à moeda que jogaram em mim, fiquei muito chateado. Fiz 16 gols até o meio do ano, até envolver a situação do Flamengo. Depois, ouvi que sou mercenário, então sou o mais burro da história, porque não recebi aumento, não fui embora, mas levei a fama. Quando cheguei no Palmeiras e falei que meu sonho era encerrar aqui e meu sonho sempre foi esse, por mais que eu escute algumas coisas, essa era a minha vontade. Mas aconteceram muitas coisas e não posso pensar no que vai ser em janeiro, vou pensar só nas 13 rodadas. Fiquei chateado, mas é esquecer”, completou.

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