Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Nova licença de Belluzzo deixa futuro político do Palmeiras ainda mais incerto

Presidente ficará afastado do cargo por mais 15 dias após passar por cirurgia cardíaca; eleição ferve ambiente do clube

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=esporte%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237860074980&_c_=MiGComponente_C

O futuro político do Palmeiras é uma incógnita. Conselheiros e dirigentes discutem a sucessão, fato normal considerando a proximidade com as eleições de 2011. O problema é que ninguém tem certeza nem do que acontecerá nestes dois meses que restam do ano. Luiz Gonzaga Belluzzo protocolou uma licença de mais 15 dias a partir desta quarta-feira. Depois disso, não terá mais opção: precisará voltar ao cargo ou fará a renúncia. É o estatuto do Palmeiras.

Internamente, Belluzzo não comunicou ninguém de forma oficial. São dois quadros comentados no social do clube. A primeira é a de que ele volta ao cargo, fica por cerca de três dias despachando documentos de casa e depois pede uma nova licença. A outra é a de que Belluzzo reassume o cargo, despacha alguns documentos, aparece vez ou outra no clube, mas não pede outra licença. Ele se manteria no cargo para conduzir o processo eleitoral que ferve o ambiente no Palmeiras.

Para piorar a situação de Belluzzo, a única certeza no processo eleitoral fica com seus opositores. Na última terça-feira, Mustafá Contursi, Afonso Della Monica e Carlos Fachinna terminaram de costurar o acordo que coloca Arnaldo Tirone ( leia entrevista com ele ) como candidato oficial. Roberto Frizzo, que também pensava em concorrer, ficará com o cargo de primeiro vice-presidente da chapa. Inicialmente, eles contam com cerca de 130 votos.

Justamente pelo evidente acordo adiantado da oposição, Belluzzo, se voltar, não mexeria nas bases implantadas por Salvador Hugo Palaia. Radicalizar e voltar a colocar Gilberto Cipullo no poder pode balançar ainda mais o clube e dar muita força para a oposição.  O Conselho Gestor, criado pelo presidente interino, deve continuar a existir, independente de quem fique no comando até as eleições de 2011.

Sobre quem vai apoiar para a sucessão presidencial, Belluzzo também mantém silêncio. Na situação, há dois candidatos que ficam com o nome forte. Palaia, que se considera sucessor natural e não deve abrir mão de concorrer, e Paulo Nobre, que vem ganhando cada vez mais força no cenário político. O problema é que apenas um deles pode concorrer. No caso da falta de acordo, a oposição voltaria a ficar como favorita a ganhar.

Aliados de Gilberto Cipullo e Seraphim del Grande não votariam de jeito algum em Palaia e elegem Paulo Nobre como salvação. Palaia também tem rejeição dentro do clube de outros grupos que não têm ligação com Cipullo. Eles consideram que o presidente já não tem condições de assumir o cargo por questões de idade e provou isso nas últimas entrevistas.

Paulo Nobre, por sua vez, não tem quase nenhuma rejeição, mas sabe que precisa convencer Palaia a desistir antes de manifestar que será candidato.

Nobre tem 42 anos, é conselheiro do clube e já foi vice-presidente. Ele é viciado em velocidade e já participou, inclusive, de competições como Rali dos Sertões. Seu apelido é Palmeirinha graças às várias referências que faz ao clube no seu carro de competição.

Leia tudo sobre: campeonato brasileirofutebolpalmeiras

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG