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Nos erros do Guarani e com Cajá inspirado, Ponte vence o dérbi

Com o resultado, a Ponte Preta soma 53 pontos e se distancia do segundo colocado. Rival volta a ser assombrado pelo rebaixamento

Gazeta Esportiva |

O dérbi campineiro de número 187, realizado neste sábado no Brinco de Ouro da Princesa, pela 30ª rodada do Brasileirão da Série B, terminou sem dever nada aos outros duelos inesquecíveis envolvendo Guarani e Ponte Preta . Dessa vez, foi a Ponte quem saiu com a vitória, por 3 a 0, mesmo placar do primeiro turno da competição.

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Como em toda grande partida, um personagem chamou a atenção e escreveu o enredo da história. Nesse caso, foi o camisa 10 ponte-pretano Renato Cajá que marcou, aos 28 e aos 36 do primeiro tempo, os dois gols da Ponte Preta. Ricardo Jesus, tentando roubar a cena, fez outro aos 43.

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No primeiro tempo, se aproveitando das falhas de marcação e também do erro individual do zagueiro Éwerthon Páscoa, a Ponte Preta construiu sua vantagem e só teve o trabalho de administrar na segunda parte do duelo. O Guarani teve o ímpeto ofensivo que ficou faltando no primeiro tempo, mas pecou no último passe e ficou sem pontuar.

Com a vitória, a Ponte foi a 53 pontos e se manteve na vice-liderança da Série B, a oito pontos da líder Portuguesa. Segundo as contas de Gilson Kleina, com mais três vitórias o time se garante na Série A de 2012. O Guarani tem 37 pontos e está 14º, só um pontinho à frente do Icasa, primeiro time na zona de rebaixamento.

O Jogo

O gramado estava pesado devido às fortes chuvas que caíam em Campinas, o que impediu que os principais jogadores de Guarani e Ponte Preta de avançarem alucinantes nos primeiros minutos de bola rolando. A tônica era calma para atacar e força para defender.

Era pelos lados que as equipes tentavam atacar. Na primeira jogada de profundidade, João Paulo, lateral do Guarani, arrancou pela esquerda e tentou o cruzamento, mas acabou chutando sem direção. Na tentativa de contragolpear, Ricardo Jesus viu Ricardinho passar por trás e tentou o passe de calcanhar. A defesa bugrina desviou.

Depois de um ataque pouco impetuoso do Guarani, a Ponte devolveu com uma jogada individual de Caio, que fintou dois adversários e foi derrubado. Na cobrança de Renato Cajá a bola saiu pela linha de fundo, rente à trave do goleiro Emerson.

Aos dez minutos, as primeiras mãos foram levadas às cabeças nas arquibancadas do Brinco de Ouro. Após bela jogada construída pelo lado direito, Renato Cajá recebeu em ótima posição, mas não conseguiu fazer o domínio e perdeu a oportunidade de abrir o placar.

O Bugre tentou criar perigo três minutos depois, quando Mika serviu Denílson e correu para receber. O atacante esperou e lançou, passando por toda a defesa da Macaca. Muito longe, no entanto, para que Mika pudesse alcançar. Tranquilo, Júlio César realizou a defesa.

A partir dos 21 minutos, sob os gritos de Gilson Kleina, a Ponte Preta resolveu melhorar o último passe e não cair na pressão do Bugre. Em bela jogada de Ricardo Jesus, que limpou Aílson e deixou João Paulo para trás, a Macaca chegou perto do primeiro gol, mas o artilheiro da equipe foi travado por Éwerthon Páscoa.

O primeiro gol estava mesmo reservado para o ídolo Renato Cajá, principal nome da Ponte na competição. Os momentos de lucidez resultaram em bola na rede aos 28, quando o mesmo Éwerthon Páscoa tropeçou na bola e deu um passe nos pés do camisa 10, que só teve o trabalho de colocar por baixo do goleiro Emerson e abrir o placar.

Aos 36, o Guarani reagiu e quase igualou. Rodrigo Paulista resolveu mostrar iniciativa e bateu de fora da área. Júlio César espalmou para evitar o gol. Três minutos depois, a Ponte Preta desbancou o ímpeto bugrino e aumentou a vantagem.

E a estrela que brilhou foi, mais uma vez, de Renato Cajá. O meia recebeu a bola após um bate-rebate, dominou do lado direito e ajeitou para bater com pé esquerdo, no ângulo do goleiro, que nem viu a cor da bola.

No segundo tempo, a Ponte Preta decidiu trabalhar sobre a vantagem construída nos primeiros 45 minutos e tirar os espaços do Guarani com base em um jogo mais cadenciado e troca de passes no meio.

Apesar da nova filosofia de jogo, a Macaca demorou a assimilar que a partir daquele momento tomaria pressão. Depois de ter um gol mal anulado logo no início, deu espaços e tomou susto. No primeiro momento do Bugre, aos três minutos, Ancelmo bateu falta fechadinha, a bola passou por todo mundo dentro da área, mas terminou nas mãos de Júlio César. No lance seguinte, Fabinho se aproveitou de uma bola rebatida e chutou para fora.

Com doze minutos do segundo tempo, Denílson se aproveitou de um erro defensivo semelhante ao do primeiro gol da Ponte, mas não conseguiu diminuir o placar por excesso de preciosismo. Ao invés de tocar para Fabinho ou Ancelmo, que desciam por perto, ele quis resolver sozinho e apenas recuou a bola para Júlio César.

O Guarani atacava muito bem, mas tinha dificuldades em trocar de lado e acertar o último passe. Apenas João Paulo e Denílson jogavam pelo lado esquerdo, enquanto Ari ficava preso à marcação de Ricardinho. Capenga, o time não conseguia se organizar e atacar com eficiência.

Melhor no segundo tempo, o Bugre se aproximou de diminuir o placar, mas não conseguiu. A Macaca, se aproveitando do fato dos bugrinos terem avançado, ainda ampliou o placar aos 43, quando Ricardo Jesus recebeu dentro da área, girou e estufou as redes, se livrando da série de partidas sem marcar e dando a vitória com propriedade à Ponte Preta.

FICHA TÉCNICA
GUARANI 0 X 3 PONTE PRETA

Local: estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP)
Data: 15 de outubro de 2011, sábado
Horário: 16h20 (de Brasília)
Árbitro: Marcelo Aparecido de Souza (SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos Fifa-SP)
Cartões amarelos: Ari, Leandro Carvalho e Aílson (Guarani) ; Leandro Silva, Josimar e João Paulo Silva (Ponte Preta)

GOLS: Ponte Preta - Renato Cajá, aos 28 e aos 36 do primeiro tempo. Ricardo Jesus, aos 43 do segundo tempo.

GUARANI: Emerson; Ari (Dairo), Aílson, Ewerthon Páscoa e João Paulo; Leandro Carvalho, Dadá, Mika (Ancelmo) e Rodrigo Paulista (Jairo); Fabinho e Denílson
Técnico: Giba

PONTE PRETA: Júlio César; Patric, Leandro Silva, Wescley e João Paulo; Josimar (Xaves), João Paulo Silva, Caio (Renatinho) e Renato Cajá; Ricardinho (Guilherme) e Ricardo Jesus
Técnico: Gilson Kleina

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