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Nomes esquisitos chamam atenção no elenco do Cruzeiro

Evaerverson, Deivdy e Alexi são os nomes verdadeiros de alguns cruzeirenses que lutam pelo título estadual

Frederico Machado, iG Belo Horizonte |

Imagine um ataque do Cruzeiro formado por Evaerverson, Deivdy e Wallyson na final do Campeonato Mineiro, todos sob o comando de Alexi Stival. A vida dos narradores de futebol seria um pouco mais complicada caso os nomes dos jogadores (e até do técnico) do Cruzeiro fossem mantidos assim como aparecem nas certidões de nascimento. Sorte desses profissionais é que, no mundo da bola, os apelidos (e o bom senso) imperam.

Talvez o nome mais estranho de todo o elenco cruzeirense seja o do atacante Brandão, que chegou ao clube mineiro recentemente. O próprio jogador, chamado Evaerverson, reconhece. “Um pouco complicado de dizer esse nome mesmo. Mais fácil me chamar de Brandão como jogador de futebol”, disse. Há quem pense que Brandão seria um sobrenome do jogador, o que não é verdade. Então a mãe seria Eva e o pai Erverson? “Não. Meu pai chama Sebastião e minha mãe Marlene (risos). Meu pai jogou no Londrina em 1977 e tinha o apelido de Brandão. Aí quando eu virei jogador passei a chamar Brandão também”, explica o centroavante.

Cruzeiro / divulgação
O famoso Evaerverson, ou Brandão, é o dono do nome mais diferente no elenco do Cruzeiro

Já Deivdy é o nome do atacante Reis, que chegou ao clube também nesta temporada. O jogador tem passagem pelo futebol mineiro quando ainda era conhecido como Deivdy, no América-MG. Mas na Ponte Preta, a única opção foi adotar o sobrenome, que deu sorte. “Mudei meu nome quando cheguei à Ponte Preta. Na época, eram três Davids no elenco. Aí eles preferiram me chamar pelo sobrenome, que é Reis. E a mudança foi boa, porque comecei a marcar mais gols”, brincou o jogador.

Wallyson é Wallyson mesmo na carteira de identidade. Para quem acha o primeiro nome do atacante diferente, o segundo é mais normal: Ricardo.

Quando o nome é complicado demais, alguns apelidos ajudam durante muito tempo. O do técnico Cuca é um exemplo disso. Ainda na infância, o técnico aprontava suas traquinagens e a única maneira encontrada pelos pais do treinador chamarem a atenção do menino travesso em Curitiba era fazer referência a um delegado de polícia que mantinha a ordem no bairro Santa Felicidade, que tinha a alcunha de Cuca. “O cara devia ser brabo, pois desde criança eu me lembro desse apelido. Minha mãe vivia dizendo que o Cuca ia me pegar”, lembra o treinador, que se chama Alexi Stival.

Geografia sofre
Os mais apressados tendem a pensar que Marquinhos Paraná é natural do estado do Sul do Brasil. Mas Antônio Marcos é natural do Nordeste, mais precisamente de Recife, em Pernambuco.

Mas a alcunha com o nome da cidade natal ajudou a diferenciar o zagueiro Fabrício, nascido no Rio de Janeiro, do volante de mesmo nome, de Imbituba (SC). “A gente estava conversando sobre isso, eles já colocaram Fabrício Carioca, vai ficar assim mesmo. Eu gostei”, disse o zagueiro assim que chegou ao time

Pelo estilo aguerrido em campo, alguns jogadores ganham apelidos de “guerreiro”, como o próprio volante Ramires (hoje no Chelsea) na sua passagem pelo Cruzeiro. No caso de Leandro Guerreiro, isso é uma feliz coincidência com o sobrenome do jogador. “Realmente é uma coincidência. As pessoas acham que é apelido, até por causa da minha posição (volante). Mas não, é sobrenome mesmo!. Mas eu aproveito isso e tenho que honrar essa fama em campo. Honrar meu nome”, disse o jogador, quando ainda defendia o Botafogo.
 

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